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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Curiosidades do Natal II

Qual a origem da árvore de Natal?
A tradição da árvore de Natal é de origem germânica e data do tempo de S. Bonifácio. Foi adoptada para substituir os sacrifícios do carvalho sagrado ao deus pagão Odin, festejando-se uma árvore em homenagem ao Deus Menino. A árvore aparece muito na Sagrada Escritura como símbolo da vida e da perenidade. Foi trazida para Portugal no século XIX pelo rei consorte de D. Maria II, D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha.
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De onde vem o nome da Missa do Galo?
Antigamente, nalgumas aldeias espanholas e portuguesas, era costume levar-se um galo vivo para a Igreja para que ele cantasse na missa da meia noite. Se cantasse, era sinal de bom ano de colheitas.
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Qual a história do Pai Natal?
No século IV, Nicolau, bispo de Mira, tinha o hábito de distribuir presentes entre os pobres, mas não gostava que lhe agradecessem. A fama correu o mundo e, mesmo depois da sua morte, as crianças holandesas acostumaram-se a colocar os sapatos à porta de casa, esperando a visita de S. Nicolau. Faziam-no na noite de 5 para 6 de Dezembro. Mais tarde, o costume passou para outros países que, em vez de festejarem S. Nicolau a 6 de Dezembro, mudaram a data para a noite de Natal e passaram a chamar Pai Natal àquele que ia levar os presentes. Tudo o resto é invenção da Coca Cola.
Adaptado de um folheto distribuído pela paróquia de S. João Baptista (Lumiar)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal!

Curiosidades do Natal I

Porquê 25 de Dezembro?

Como no mistério de Cristo o mais importante é a Páscoa, a Igreja de então pouco se preocupou com a data do nascimento de Jesus. Segundo a opinião mais corrente a escolha desta data foi para dar sentido cristão a uma festa pagã. Em 274, o Imperador Aureliano oficializou o culto ao sol invicto, mandou construir um templo e fixou a sua festa a 25 de Dezembro que, segundo a astronomia do tempo, era considerada a data do solstício do Inverno. Depois dos cristãos terem liberdade de culto, passaram a festejar esta data como o nascimento de Jesus, o Sol de Justiça, a Luz do Mundo.

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Qual a história do Presépio?

Há quem diga que as primeiras representações do presépio já vêm do século IV mas foi em 1223 que algo de extraordinário se passou e que passou a divulgar-se por todo o mundo: Francisco de Assis mandou preparar uma manjedoura cheia de feno e colocou perto dela um boi e um jumento. Sobre a manjedoura foi posto um altar para se cantar a missa da meia noite. O santo assistiu como diácono. Pela consagração do pão e do vinho, Jesus esteve presente naquele altar-manjedoura. Um dos assistentes teve a visão de que na manjedoura dormia uma criança e de que S. Francisco se aproximou dela para a acordar.
Adaptado de um folheto distribuído pela paróquia de S. João Baptista (Lumiar)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Ferreira Leite e os "casamentos" homossexuais

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Não vi a entrevista que Manuela Ferreira Leite deu a Constança Cunha e Sá, na TVI. No entanto, a maioria das notícias que tenho visto e os excertos que tenho visto incidem muito sobre a posição da nova presidente do PSD sobre os "casamentos" homossexuais.
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Sobre este assunto, MFL disse que logicamente aquilo que estava em causa não era a relação entre um casal homossexual - o que diz exclusivamente respeito ao casal -, mas a atribuição do mesmo estatuto a um casal homossexual e a outro heterossexual.
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MFL afirma - e subscrevo inteiramente - que admite "que esteja a fazer uma discriminação porque é uma situação que não é igual." E acrescenta: "É uma realidade. Chame-lhe o que quiser, não chame é o mesmo nome. Uma coisa é casamento, outra coisa é qualquer outra coisa". Trata-se por igual o que é igual e por diferente o que é diferente.
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O casamento é uma instituição com séculos e que pressupõe pessoas de sexo diferente. Não tenho nada que ver com o facto de haver quem opte por querer viver com pessoas do mesmo sexo, mas isso não significa que a instituição do casamento seja mudada sem mais. Se as faz mais felizes, o Estado pode e deve, em meu entender, reconhecer o direito à união de facto de pessoas do mesmo sexo, ou até chamar-lhe um outro nome qualquer, mas que não casamento porque não o é. Se há política familiar a ser promovida pelo Estado é, por certo, no sentido dos casamentos heterrossexuais e no sentido da procriação.
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Li na última edição da revista Única, do Expresso, que havia na Alemanha lares exclusivos para casais homossexuais. Foi uma reportagem que me apanhou de certo modo de surpresa, naturalmente, já que não é propriamente um lugar-comum. No entanto, não sendo eu contra esse tipo de instituições, aquilo a que me oponho é à atribuição de subsídios ou ao seu financiamento por parte do Estado.
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segunda-feira, 2 de junho de 2008

As incorrecções dos provérbios

Recebi um email que dá conta da incorrecção de alguns provérbios, incorrecção essa que já está muito sedimentada na nossa Língua...

Em vez de: "Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro"
O correcto é: "Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro"!

Em vez de: "Quem tem boca vai a Roma."
O correcto é: "Quem tem boca vaia Roma." (mudando completamente o sentido)

Em vez de: "Quem não tem cão, caça com gato."
O correcto é: "Quem não tem cão, caça como gato..." (ou seja, sozinho!)

Em vez de ser ranhosa, a pobre da ovelha é ronhosa (de ronha).

domingo, 11 de maio de 2008

Museu do Oriente

Já há bastante tempo encontrei em várias livrarias um livro chamado Portugal - Pioneiro da Globalização. Um título que sempre me chamou muito à atenção e que foi objecto de umas reflexões.

Há três dias foi inaugurado o Museu do Oriente, em Alcântara, que me parece entronizar a ideia descrita ao longo do dito livro. De facto, o legado que deixámos, por exemplo, na Índia, desde 1498, na China, desde 1514, e no Japão, desde 1543, não só consituiu uma forma de fazermos a nossa própria globalização (adaptada à época), como constitui hoje elemento regozijador para nós em relação ao nosso passado.

Mas também me espero poder regozijar com o futuro!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

O (Des)acordo ortográfico

Entrará em vigor o novo Acordo Ortográfico. Devo dizer que uma pequena (ou não) diferença no dito "acordo" ditaria um voto favorável da minha parte no mesmo.
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Ora vejamos: apresentam-se, fundamentalmente, dois argumentos favoráveis ao Acordo:
  • não se justifica complicar a escrita portuguesa; isto é: porquê escrever "óptimo" quando não se lê o "p"?

  • a única forma de Portugal se afirmar na cena internacional é no quadro da UE e da CPLP, e quem vai conduzir o futuro da CPLP será o Brasil, pelo que a grafia deste país é a que deve prevalecer.

Quanto ao primeiro ponto, devo dizer que o tomo como absolutamente injustificado. Qualquer pessoa lê "absolutamente" e "absolutament" da mesma maneira, e não é por isso que a palavra "absolutamente" há-de deixar de ter o "e" no fim! "Xapéu" também pode parecer mais prático do que "chapéu" e não é por isso que se vai mudar a grafia da dita palavra! Para mim, o argumento de tirar letras que não se lê não pode ser fundamento para se aplicar o Acordo Ortográfico, ainda para mais quando o que está em causa não é simplificar a escrita, mas sim subordinar a escrita portuguesa à brasileira. O que, por acaso, se pode traduzir na dita "simplificação".

Concordo também com o facto de que a CPLP é, a par da UE, a organização em que Portugal tem potencialidades de se afirmar no mundo. Mais: reconhecendo, como se deve reconhecer, que o Brasil tomará as rédeas dessa comunidade, parece-me compreensível que a grafia da língua portuguesa a aplicar no mundo seja a do Brasil. Não me choca sobremaneira que um australiano que queira aprender Português escreva "Antônio" em vez de "António" (não obstante eu muito apreciar o acento agudo no meu nome); mas já me choca que em Portugal se queira impôr a grafia peculiar do Brasil, mesmo que apenas em algumas palavras!

Que complexo é este? Não têm os ingleses e os norte-americanos grafias distintas? Não vigora nas declarações internacionais o inglês dos EUA? Se sim - e compreensivelmente -, em que medida tem isso de obrigar os ingleses a escrever "realize" em detrimento de "realise" ou a dizer "sidewalk" em vez de "pavement"? Que sentido faz, daqui por uns anos, considerar-se "óptimo" como erro ortográfico?

A meu ver, a mudança é sempre bem-vinda, mas quando se sabe que há perspectivas de se verificar melhorias em certos aspectos. Não encontro uma única vantagem neste campo!

É um traço da nossa portugalidade que é, sem razão suficiente, apagado sem mais! Por isto, assinei aqui.

domingo, 2 de março de 2008

Cavalheirismo: discriminação ou civismo?

É o cavalheirismo símbolo de algum machismo? Estará ele em desuso? Será sinal de falta de educação não atender aos seus preceitos?


Em bom rigor, alguns exemplos de cavalheirismo não têm origens muito consentâneas com a igualdade de géneros. Na verdade, segundo li em sítios diversos, o cuidado de deixar as senhoras passar em primeiro lugar surgiu na Idade Média, num hábito segundo o qual os homens as deixavam entrar primeiro noutra divisão para que, caso lá estivesse um inimigo, fossem elas as atacadas em primeiro lugar e os homens já se pudessem prevenir. Enfim, é uma história, e vale o que vale…

Acima de tudo, parece-me que o cavalheirismo se torna, analogamente ao protocolo ou às regras de etiqueta, numa forma de obviar e de universalizar comportamentos em certas situações. Isto é, à saída do elevador, p.e., estando um rapaz, um homem e uma senhora, sabemos de antemão que a senhora sairá primeiro, seguida do homem e depois do rapaz. Sabemo-lo porque determinadas “regras” já nos foram incutidas, regras essas que tornam mais práticas as nossas acções no dia-a-dia, evitando que, p.e., naquele caso, as pessoas ficassem eternamente a deliberar sobre a ordem de saída do elevador (se bem que, actualmente, isso vai acabando por acontecer por as pessoas irem flexibilizando estes hábitos).

O cavalheirismo (e entendo-o numa perspectiva de homem gentil, homem de bem) diz respeito não só às acções perante as senhoras. Educado, um gentleman cede a passagem a um outro homem ao atravessar uma porta, fala delicadamente (e não dando provas de “desasseio mental” – uma expressão que descobri e da qual fiquei fã), levanta-se para cumprimentar as pessoas (independentemente do sexo, naturalmente) e presta particular atenção a pessoas mais velhas ou mais frágeis.

O cavalheirismo é, antes de mais, uma convenção. Porque se convencionou desta forma, a sociedade foi enraizando estes costumes, que, actualmente, constituem regras de boa educação mas que vão vendo um abrandamento do seu cumprimento.
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Não é, para mim, uma formalidade ridícula. O cavalheirismo corresponde não só regras de boa educação, como também é fruto de toda uma tradição que constitui o nosso património enquanto seres humanos e que, como tal, deverá ser preservado.