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quinta-feira, 25 de junho de 2009

sexta-feira, 22 de maio de 2009

sábado, 25 de abril de 2009

quinta-feira, 26 de março de 2009

O Papa e os media

Permito-me não me debruçar sobre aquelas que entendo serem as prioridades para a política externa do Estado do Vaticano, avaliando objectivamente a estadia de Bento XVI em África. Parece-me que a visita foi globalmente positiva.
Claro que assim que o Papa satisfez o desejo ardente dos jornalistas e falou dos métodos contraceptivos, mediaticamente a viagem ficou arruinada. Pouco interessou às pessoas que Bento XVI tivesse sido a única personalidade política (sim, lembremo-nos de que o Papa é chefe de Estado) dos últimos anos (décadas?) a denunciar em África, à frente dos estrategas e das cabeças daqueles regimes, a injustiça, as desigualdades e a corrupção existentes naquele continente. Claro que isto passou ao lado da opinião pública, e, de forma geral, a visita do Papa a África resumiu-se àquelas declarações sobre o preservativo.

Incompetência dos media, que não fizeram uma cobertura profissional da visita; e pouca perspicácia do Papa, que foi repetir algo que já todos sabiam e que previsivelmente iria condenar o périplo.

terça-feira, 3 de março de 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Que prioridades?

Impressiona-me ver o gap que se tem acentuado entre as altas instituições da Igreja (repito: altas instituições da Igreja) e as pessoas.
O mundo vive momentos difíceis e sinto que a imagem que a Igreja passa sobretudo para os não-crentes - uma vez que os católicos, pedras constituintes da própria Igreja, conhecem melhor o trabalho que esta desenvolve no terreno, no dia-a-dia - não é a melhor. Vejo um Papa com prioridades não coincidentes com as do mundo e que não vão ao encontro dos problemas dos homens. O ponto nem é a radicalização das suas posições em certos aspectos, mas sim o reduzido envolvimento nas grandes questões mundiais.
De Bento XVI exigir-se-ia a criação de um movimento que pensasse a actual crise financeira, que pusesse a Igreja a trabalhar em linhas condutoras, como fizeram João XXIII na Mater et Magistra, Paulo VI na Gaudium et Spes e na Populorum Progressio ou João Paulo II em infindáveis intervenções. Da Igreja não se exigem soluções para a crise, mas espera-se não só palavras de esperança no mundo mas também uma noção de acompanhamento da situação e de uma postura pró-activa.
Os princípios de defesa da vida já o mundo conhece. Aquilo que as pessoas precisam de ver é um Papa a visitar as sociedades ocidentais capitalistas em queda, e aí, junto delas, oferecer o seu apoio e o da Igreja; visitar um Médio Oriente que vive em sobressaltos dia após dia; ir a uma Ásia onde a Igreja entra com dificuldade. A Igreja não pode bipolarizar a sua acção no discurso da vida humana e no apoio aos países subdesenvolvidos. Na linha de João Paulo II, penso que deve enquadrar-se na sociedade moderna e virar-se para os problemas que a atingem, como até já fez Paulo VI na carta apostólica Octogesima Adveniens, onde alertava para os problemas sociais gerados pelo progresso científico, para a urbanização, para os media e para o ambiente.
João Paulo II ganhou o respeito que ganhou porque conquistou o mundo ao falar a mesma linguagem, viver os mesmos problemas e trabalhar ao lado dos homens. E é isso que o mundo espera (das altas instituições) da Igreja.

sábado, 24 de janeiro de 2009

President of the United States of America

Este 20 de Janeiro - estou certo - terá sido dos mais marcantes e expectantes para o mundo de todos os 20 de Janeiro que de quatro em quatro anos se repetem. Obama - independentemente de se gostar mais ou menos dele - imprime um novo fôlego ao mundo. Um fôlego de que precisamos todos. Podemo-nos queixar da herança de Bush (que a História, parece-me, vai pintar com cores menos fortes do que as de hoje), mas podemos sobretudo focarmo-nos na actualidade e nos próximos anos, nos variadíssimos desafios que são postos ao mundo e aos seus líderes - a crise mundial e os conflitos do Médio Oriente e do Afeganistão.
Não deixa de ser caricato ver a esquerda europeia firmemente laica colada à televisão na passada terça-feira, enquanto simultaneamente "papava" as orações naquele american style.
So help him God.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Então e agora?

If somebody was sending rockets into my house where my two daughters sleep at night, I’m going to do everything in my power to stop that. And I would expect Israelis to do the same thing.
Barack Obama (Julho 2008)

domingo, 28 de dezembro de 2008

Israel e o Mundo

A situção é catastrófica e o cenário já é asfixiante para o mundo inteiro. O conflito israelo-palestiniano está longe de ter um fim à vista e o mundo (sobretudo os israelitas e palestinianos) aguardam que a nova Administração norte-americana imprima um novo rumo às negociações diplomáticas naquela região.
Parece-me legítimo que qualquer decisão sobre este caso deva contar com a opinião dos EUA, mas convém não esquecer que os EUA são um país independente e não uma organização humanitária - os EUA lutam pelos seus próprios interesses, como de resto qualquer país faz. Ou seja, se há mediador que deve haver para este conflito será o Secretário-Geral da ONU - caso contrário de pouco ou nada serve esta gigantesca organização.
De uma instituição mundial que visa lutar pela paz nada se ouviu em relação aos recentes incidentes na Faixa de Gaza - salvo um apelo à calma e à paz (mais próprios de um orientador espiritual, do que de um dirigente político). Vou ficando com a sensação de que para os políticos mundiais este conflito é algo intemporal e sem fim. Que, para eles, tudo aquilo que possam fazer não trará os resultados desejados e o máximo que podem conseguir será um cessar-fogo durante um período de tempo mais ou menos longo.
Da Administração norte-americana to be também nada se ouve sobre os recentes desenvolvimentos (ou recuos). Certo é que o que foi dito por Obama sobre a sua putativa política dialogante com o Irão constitui um imbróglio: perante as fortes respostas de Israel ao Hamas, já o ayatollah do Irão apelou a que todos os muçulmanos se revoltassem.
Espera-se que o enfoque que Obama e Clinton darão ao Afeganistão - não obstante a importância que este país merece - não renegue para um plano secundário o conflito israelo-árabe.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O início do flop

Não fui o primeiro nem o último a dizer que Obama facilmente desiludiria uma considerável parte do seu eleitorado. Falo daqueles que viam Obama como o arauto da paz do mundo, como se o cargo do Presidente dos EUA fosse o de Secretário-Geral da ONU, e como se as pessoas que Obama representasse fossem todos os cidadãos do mundo e não apenas os americanos (aqueles que, ao fim ao cabo, lhe poderão assegurar a reeleição).
Ontem foi oficializada a escolha do presidente eleito para sua Secretária de Estado - como já se falava há semanas, Hillary Clinton. Ora, o homem que defendia uma conversa serena com Ahmadinejad tem como chefe da diplomacia uma senhora que afirmou, aquando das primárias do Partido Democrata, que se fosse Presidente entraria em guerra com o Irão. De facto, Hillary Clinton não é presidente, mas presumo que as posições que ambos têm em relação a vários assuntos de política externa não serão exactamente coincidentes.
Por outro lado, Obama vai ver, na minha opinião, as decisões fulcrais da condução da política externa abandonarem a Casa Branca, e irem passando progressivamente para o Departamento de Estado e, em última instância, para a Fundação de Bill Clinton. Sim! Corre-se o "risco" de Bill Clinton ser um lobbista senior desta Administração, mediante pressões que lhe sejam feitas por políticos internacionais seus conhecidos.
Se Obama já ia ficar um pouco ofuscado em termos de política externa pelo seu vice-presidente, Hillary Clinton como Secretária de Estado só vai limitar ainda mais a sua visibilidade e o seu poder de facto na área internacional. É ela que conhece os líderes, é ela que tem a garantia de que seria um erro para Obama demiti-la (por qualquer eventualidade). É ela que tem de facto poder.
Os obamaníacos estranharão ainda que o Presidente eleito se tenha comprometido ontem "a investir e fazer crescer as forças armadas americanas, para que elas permaneçam “as mais fortes do planeta”".
Naturalmente que Obama teria de se render às inevitabilidades da realidade e ir abandonando o mundo de sonhos que ia sendo apregoado. E ainda bem que o faz! São essas as suas funções, e isso só deve tranquilizar o mundo. Mas nem todos votaram nele pensando assim...
David J. Rothkopf, ex-assessor do governo de Clinton, avaliava há umas semanas as escolhas de Obama dizendo que "esse é o modelo violino: segurar o poder com a mão esquerda e tocar a música com a direita".
Vamos ver quem vai na sua música...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

As prioridades do mundo

O mundo tem hoje prioridades efémeras. Permitiu-se reger ao ritmo do mediatismo e do interesse momentâneo, orquestrados pela batuta simplória de um povo cada vez mais escolarizado, mas que parece cada vez menos verdadeiramente interessado pelo seu mundo.

Olhamos para trás e vemos o indescritível movimento que, deste lado do mundo, apoiava Timor, do outro lado, aquando da sua luta pela independência. Constatamos como funcionaram as campanhas de solidariedade pelas vítimas do tsunami no sudeste asiático há uns anos atrás (lembrar-se-ão ainda dos telefonemas que se podia fazer para angariar fundos?). Assistimos, mais recentemente, com preocupação, às hesitações do regime timorense, ainda débil e pouco maduro. Sensibilizámo-nos uns quantos dias com umas notícias que nos chegavam no Darfur, no Sudão, ao mesmo tempo que refastelados no sofá íamos ouvindo da televisão que tinham morrido na noite anterior “mais uns” soldados no Iraque… ou no Afeganistão… ou em muitos outros sítios possíveis no planeta. E – também porque envolveu a nossa presidência da UE – fomos acompanhando os problemas no Zimbabué.

Quem hoje ler as notícias, há-de pensar que todos estes problemas se solucionaram e que apenas temos dois problemas: um mundial – a crise financeira – e um nacional – a Educação. E vamo-nos também entretendo com os pitorescos episódios que muitos bons actores sociais-democratas vão fazendo questão de protagonizar. Nos últimos dias, até a crise financeira passou para segundo plano, dados os incidentes em Bombaim.

Como podem as lideranças mundiais querer resolver os conflitos à escala planetária quando se regem pela volatilidade dos interesses e pelas bandeiras passageiras do povo?

sábado, 27 de setembro de 2008

Are they trustworthy?

Pela terceira vez no espaço de um ano, José Sócrates encontrou-se com o Presidente da República Bolivariana da Venezuela, o senhor Hugo Chavez.
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Hoje, na FIL, os Governos de Portugal e da Venezuela assinaram uma série de acordos em variadíssimos domínios, nomeadamente depois de Chavez ter aparecido nas televisões com um pequeno Magalhães nas mãos, elogiando-o, como se fosse uma menina da TV Cabo.
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Devo dizer que me sinto muitíssimo orgulhoso por ver alguma individualidade internacional a elogiar algo Português. Quando vi Chavez com um Magalhães na mão, apenas me consegui lembrar da aversão que aquele produto há-de causar nas sociedades ocidentais, depois de uma publicidade daquele género.
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Mas, sinceramente, não é nada com a qual nos devamos espantar. Portugal tem descortinado por completo que está integrado num quadro multilateral como a NATO, que tem acordos muito específicos com os EUA em vários domínios - nomeadamente da Defesa -, e que tem uma comunidade emigrante nos EUA não menos importante do que na Venezuela.
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As apostas da dupla Sócrates-Amado têm incidido e elogiado tudo o que é Chefe de Estado e Governo com pergaminhos de imoralidade e desonestidade política. José Eduardo dos Santos e Hugo Chavez personificam lindamente esse protótipo.
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De facto, percebe-se que Zapatero seja o melhor amigo europeu de Sócrates: coincidem quer ao nível de políticas de família quer ao nível da postura de indiferença em relação aos EUA. A Administração empossada em 2009 fará Portugal pagar a conta desta directriz política...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Campanha ao rubro

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Estamos a pouco mais de 2 meses das eleições presidenciais nos EUA e as estratégias do xadrez político já se vão mexendo com maior perícia.
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John McCain resolveu esperar pelo anúncio do vice-presidente de Obama para anunciar o seu número dois. Ao que se vê, fez muito bem.
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A Obama faltava uma maior imagem de experiência e de conhecimento, que foi buscar a Joe Biden, 65 anos, presidente do Comité de Relações Externas do Senado e um homem forte de Washington (o que, por si só, já muda um pouco a ideia inicial que Obama encarnava, de homem desvinculado do "aparelho").
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McCain talvez pecasse pela idade a mais (faz hoje 72 anos) e por fugir ao conservadorismo tradicional dos Republicanos. Com Sarah Palin, de 44 anos, governadora do Alaska, tem como candidata a vice-presidente uma mulher que pertence à ala mais conservadora dos Republicanos.
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Julgo que nesta fase McCain se soube sobressair: para além de colmatar falhas, "piscou o olho" às mulheres americanas (52% do eleitorado), que, insatisfeitas por não verem Hillary Clinton no ticket Democrata, poderão "refugiar-se" em Sarah Palin, ou seja, nos Republicanos.
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Ao contrário do que muito se diz e escreve, Obama não se encontra numa posição de clara vantagem sobre John McCain. De facto, aquilo que se regista é um empate técnico entre ambos, e a campanha, com estes últimos desenvolvimentos, promete ir aumentando o ritmo...
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domingo, 13 de julho de 2008

União com o outro lado do Mediterrâneo

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Em momentos de crise e não sabendo bem como lidar com os problemas (como se viu na cimeira de Hokkaido do G8), nada melhor do que inventar programas alternativos que permitam dar uma imagem de aparente resolução de problemas.
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Talvez em grande parte com este intuito, mas - estou convencido - também por me parecer ser um projecto sustentável, foi hoje oficializada a União para o Mediterrâneo, sob a chancela de Paris.


A azul os membros previsíveis para compôr a UPM; a cinzento escuro aqueles que se vieram a juntar.

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Esta organização - que surge como a concretização do Processo de Barcelona de 1995 - procurará focar a sua acção no desenvolvimento económico da região (UE e outros Estados da Europa não-UE e países do Norte de África e do Médio Oriente), nas questões energéticas, de segurança marítima, mobilidade, educação e investigação.
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A meu ver, tudo o que possa contribuir para a aproximação da Europa ao Magrebe e contribuir para o reforço no papel da UE no Médio Oriente será bem-vindo, sobretudo quando se pode potenciar as vantagens da comunhão do Mediterrâneo.
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De resto, fazendo jus à cidade em que se protagonizou o arranque desta ideia, veria com bons olhos que a sede da nova instituição estivesse em Barcelona, apoiando a candidatura já apresentada por Zapatero, a par das de Malta, Marrocos e Tunísia. Sarkozy vê, assim, cumprido um dos objectivos da sua presidência da UE e concretizada uma ideia por si já defendida há algum tempo.
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quarta-feira, 9 de julho de 2008

A falha de Obama

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Devo dizer, desde já, que simpatizo com o candidato democrata às presidenciais dos EUA. Mais do que aquilo que possa defender, Barack Obama vale - e muito - pela imagem que tem e que, sobretudo, passará a dar aos EUA. É símbolo de uma mudança nos EUA - não que essa mudança seja tão forte a ponto de ter um homem não-branco na presidência (o que traz previsíveis problemas à sua segurança), mas a verdade é que o mundo assiste a uma radical mudança do rosto principal da (ainda) maior potência do Mundo.
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No entanto, Obama na presidência preocupa-me um tanto no que diz respeito à política externa do seu país. Há algumas semanas disse que, uma vez eleito, gostaria de conversar com Ahmadinejhad, presidente do Irão. McCain perguntou, compreensivelmente, o que poderá ter um presidente dos EUA para conversar com um homem como Ahmadinejhad. A dúvida permanece...
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A questão agudiza-se quando se vê a tensão entre Israel e o Irão num período de "paz armada". Supondo que o conflito estala e, inevitavelmente, os EUA se colocam ao lado de Israel, o que fará Obama à sua política tão dialogante? Estará o líder do Irão disposto a receber um dos homens que, à data, poderá ter mandado bombardear o seu país para agora ouvir dizer mal do seu programa nuclear?
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Se McCain peca por ser, grosso modo, uma sequência de Bush, Obama, a ser eleito, parece-me que se tornará num flop! Julgo que as políticas que apregoa o farão entrar em contradições ou então abrir rupturas graves com o passado dos EUA, questionando uma série de alianças.
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Lufada de ar fresco é, mas parece-me crucial que o seu vice-presidente seja um verdadeiro estratega da política internacional para colmatar as falhas de Obama e para ajduar a corresponder às altas expectativas nele colocadas.
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domingo, 6 de julho de 2008

Ingrid

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Recomendo a leitura do artigo sobre a libertação de Ingrid Betancourt – o maior rosto dos cerca de 700 reféns das FARC – no primeiro caderno do Expresso desta semana.
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Recorde-se os constantes entraves às relações do Equador de Correa e da Venezuela de Chavez com a Colômbia de Uribe. Recorde-se a habilidade, o trabalho de bastidores e a eficácia da operação de resgate de Ingrid Betancourt, protagonizada pelo Governo de Bogotá, procurando a cooperação dos serviços secretos israelitas e norte-americanos, conseguido este feito notável, sem ter sido disparado um único tiro. Recorde-se todo o trabalho de bastidores, sem aparatos e mediatismos. Recorde-se ainda que Uribe não surgiu na televisão dando uma conferência de imprensa ao lado dos ex-reféns (como Chavez fez, como se de um acto de propaganda se tratasse). Recorde-se ainda que Chavez demorou 24 horas a felicitar Uribe.
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Recorde-se que o PCP não apoiou o voto de congratulação pela libertação de Ingrid Betancourt.
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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Prazo mais que expirado

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Não bastando comportamentos medíocres como os aqui já enunciados, o PCP vai receber uma delegação das FARC na Festa do Avante, esse antro de gente-que-nem-a-pseudo-intelectual-chega, e que se mistura com uma boa quantidade de pessoas que só lá vai mesmo pela música e pelo ambiente de festival!
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Nada que surpreeenda, na sequência da incoerência que aquele partido encerra em si mesmo - ditaduras não, excepto se de esquerda - e dos tão reles valores em que assenta ao patrocinar a visita de membros de uma organização terrorista.
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São exemplos disto mesmo a sempre incondicional defesa do regime de Cuba, da China, da Coreia do Norte, da constante negação da violação de Direitos Humanos nalguns países de matriz marxista, etc.
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O pior cego é aquele que não quer ver...
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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Um comentário pouco simpático...

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Nota: Dada a vergonhosa situação vivida no Zimbabué, o CDS apresentou um voto de protesto contra a mesma. Todos os partidos votaram favoravelmente, à excepção do PCP, que se absteve.
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domingo, 15 de junho de 2008

Quererão os europeus a Europa?

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Na sequência do chumbo do Tratado de Lisboa por parte da Irlanda, penso que os que defendem que a UE se mantém no impasse em que já se encontrava se enganam. Na verdade, penso que só veio denegrir ainda mais a situação. Pior do que um Governo cair por lhe ser apresentada uma moção de censura é este propôr uma moção de confiança e esta ser rejeitada. Parece-me que foi o que aconteceu...
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Ouvir a hipótese de a Irlanda vir a sair da UE é sinal de uma fragilidade imensa por parte da UE, uma vez que só mostra que a UE evolui "à força", excluindo os que estão contra certos aspectos e mantendo aqueles que se pronunciaram (por via parlamentar) favoravelmente pela Constituição Europeia disfarçada.
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Note-se que já a Constituição Europeia foi chumbada há uns anos (não tendo sido veiculada a hipótese de excluir a França e a Holanda da UE, como é óbvio) e agora é a vez do Tratado de Lisboa. Será que estão os europeus interessados na Europa? Será que a sentem como sua? Será que alguma vez perceberam a sua importância no quadro mundial?
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Se já dúvidas tinha sobre se ia chegar a ver a União avançar para uma federação (com uma série de especificidades) - como entendo que é a forma que faz sentido e que defendo a longo prazo -, de uma forma natural e não forçada, então agora parece-me que essa nem é uma questão para pôr em cima da mesa nos próximos tempos.
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Subscrevo grandemente a proposta do ex-primeiro-ministro belga Guy Verhofstadt no seu livro Estados Unidos da Europa, mas será que faz sentido querer avançar com um projecto europeu tão ambicioso quando aparentemente os seus cidadãos não o querem/não o entendem? Para quê assentar um projecto deste calibre em estacas tão pouco firmes?
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Aguardemos pelo Conselho de Assuntos Gerais de amanhã pelo Conselho Europeu do final da próxima semana para melhor avaliar a posição dos líderes europeus sobre o nosso futuro próximo...