O neuropediatra Nuno Lobo Antunes publicou recentemente um livro chamado SintoMuito, onde relata muitas das experiências que viveu enquanto médico. Ou, melhor dizendo, experiências que viveu enquanto homem, e que foram postas no seu caminho em virtude de ser médico.
O livro não aborda a componente clínica que subjaz a qualquer uma das doenças ali em causa, mas sim a perspectiva humana em momentos de dor - para o doente e para a sua família.
Para além disso, o tipo de escrita e a sua estrutura - pequenas histórias de 2/3 páginas - tornam o livro de leitura muito acessível.
A entrevista do Dr. Nuno Lobo Antunes à RTP a propósito deste livro pode ser vista aqui.
Não fui o primeiro nem o último a dizer que Obama facilmente desiludiria uma considerável parte do seu eleitorado. Falo daqueles que viam Obama como o arauto da paz do mundo, como se o cargo do Presidente dos EUA fosse o de Secretário-Geral da ONU, e como se as pessoas que Obama representasse fossem todos os cidadãos do mundo e não apenas os americanos (aqueles que, ao fim ao cabo, lhe poderão assegurar a reeleição).
Ontem foi oficializada a escolha do presidente eleito para sua Secretária de Estado - como já se falava há semanas, Hillary Clinton. Ora, o homem que defendia uma conversa serena com Ahmadinejad tem como chefe da diplomacia uma senhora que afirmou, aquando das primárias do Partido Democrata, que se fosse Presidente entraria em guerra com o Irão. De facto, Hillary Clinton não é presidente, mas presumo que as posições que ambos têm em relação a vários assuntos de política externa não serão exactamente coincidentes.
Por outro lado, Obama vai ver, na minha opinião, as decisões fulcrais da condução da política externa abandonarem a Casa Branca, e irem passando progressivamente para o Departamento de Estado e, em última instância, para a Fundação de Bill Clinton. Sim! Corre-se o "risco" de Bill Clinton ser um lobbista senior desta Administração, mediante pressões que lhe sejam feitas por políticos internacionais seus conhecidos.
Se Obama já ia ficar um pouco ofuscado em termos de política externa pelo seu vice-presidente, Hillary Clinton como Secretária de Estado só vai limitar ainda mais a sua visibilidade e o seu poder de facto na área internacional. É ela que conhece os líderes, é ela que tem a garantia de que seria um erro para Obama demiti-la (por qualquer eventualidade). É ela que tem de facto poder.
Os obamaníacos estranharão ainda que o Presidente eleito se tenha comprometido ontem "a investir e fazer crescer as forças armadas americanas, para que elas permaneçam “as mais fortes do planeta”".
Naturalmente que Obama teria de se render às inevitabilidades da realidade e ir abandonando o mundo de sonhos que ia sendo apregoado. E ainda bem que o faz! São essas as suas funções, e isso só deve tranquilizar o mundo. Mas nem todos votaram nele pensando assim...
David J. Rothkopf, ex-assessor do governo de Clinton, avaliava há umas semanas as escolhas de Obama dizendo que "esse é o modelo violino: segurar o poder com a mão esquerda e tocar a música com a direita".
O mundo tem hoje prioridades efémeras. Permitiu-se reger ao ritmo do mediatismo e do interesse momentâneo, orquestrados pela batuta simplória de um povo cada vez mais escolarizado, mas que parece cada vez menos verdadeiramente interessado pelo seu mundo.
Olhamos para trás e vemos o indescritível movimento que, deste lado do mundo, apoiava Timor, do outro lado, aquando da sua luta pela independência. Constatamos como funcionaram as campanhas de solidariedade pelas vítimas do tsunami no sudeste asiático há uns anos atrás (lembrar-se-ão ainda dos telefonemas que se podia fazer para angariar fundos?). Assistimos, mais recentemente, com preocupação, às hesitações do regime timorense, ainda débil e pouco maduro. Sensibilizámo-nos uns quantos dias com umas notícias que nos chegavam no Darfur, no Sudão, ao mesmo tempo que refastelados no sofá íamos ouvindo da televisão que tinham morrido na noite anterior “mais uns” soldados no Iraque… ou no Afeganistão… ou em muitos outros sítios possíveis no planeta. E – também porque envolveu a nossa presidência da UE – fomos acompanhando os problemas no Zimbabué.
Quem hoje ler as notícias, há-de pensar que todos estes problemas se solucionaram e que apenas temos dois problemas: um mundial – a crise financeira – e um nacional – a Educação. E vamo-nos também entretendo com os pitorescos episódios que muitos bons actores sociais-democratas vão fazendo questão de protagonizar. Nos últimos dias, até a crise financeira passou para segundo plano, dados os incidentes em Bombaim.
Como podem as lideranças mundiais querer resolver os conflitos à escala planetária quando se regem pela volatilidade dos interesses e pelas bandeiras passageiras do povo?
Palavras sábias de Bertold Brecht... . O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Não sabe que tudo na sua vida depende das decisões políticas. É tão desinformado que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política. Desconhece que da sua ignorância política - da alienação e da omissão - nascem a prostituição, a miséria, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político corrupto, vigarista e demagogo. .
Em mais uma saída espirituosa, Rodrigo Moita de Deus escreveu no 31 da Armada que "um presidente da república é um rei a recibos verdes. Os monárquicos são contra o trabalho precário. Defendem a integração do presidente no quadro."
Pela terceira vez no espaço de um ano, José Sócrates encontrou-se com o Presidente da República Bolivariana da Venezuela, o senhor Hugo Chavez.
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Hoje, na FIL, os Governos de Portugal e da Venezuela assinaram uma série de acordos em variadíssimos domínios, nomeadamente depois de Chavez ter aparecido nas televisões com um pequeno Magalhães nas mãos, elogiando-o, como se fosse uma menina da TV Cabo.
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Devo dizer que me sinto muitíssimo orgulhoso por ver alguma individualidade internacional a elogiar algo Português. Quando vi Chavez com um Magalhães na mão, apenas me consegui lembrar da aversão que aquele produto há-de causar nas sociedades ocidentais, depois de uma publicidade daquele género.
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Mas, sinceramente, não é nada com a qual nos devamos espantar. Portugal tem descortinado por completo que está integrado num quadro multilateral como a NATO, que tem acordos muito específicos com os EUA em vários domínios - nomeadamente da Defesa -, e que tem uma comunidade emigrante nos EUA não menos importante do que na Venezuela.
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As apostas da dupla Sócrates-Amado têm incidido e elogiado tudo o que é Chefe de Estado e Governo com pergaminhos de imoralidade e desonestidade política. José Eduardo dos Santos e Hugo Chavez personificam lindamente esse protótipo.
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De facto, percebe-se que Zapatero seja o melhor amigo europeu de Sócrates: coincidem quer ao nível de políticas de família quer ao nível da postura de indiferença em relação aos EUA. A Administração empossada em 2009 fará Portugal pagar a conta desta directriz política...
Manuel Alegre lamentou que a Juventude Socialista apenas fale de temas "que estão na moda", como é o caso dos "casamentos" homossexuais. É extremamente honroso olhar para um partido político - seja ele qual for - e verificar que há pessoas que, por terem um determinado estatuto, têm um desprendimento e uma independência tais que lhes permite intervir sobre os pontos que efectivamente entendem.
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Aquando da sua eleição como Secretário-Geral daquela organização, há uns meses, Duarte Cordeiro afirmou que os "casamentos" homossexuais eram uma questão "absolutamente prioritária" para a nova direcção da JS. Por seu lado, o Bloco de Esquerda e Os Verdes abriram esta sessão legislativa com iniciativas no sentido de avançar com os "casamentos" homossexuais, e, no caso do BE, de permitir também a adopção.
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Pergunto-me: no dia em que (se) o aborto estiver totalmente liberalizado, os "casamentos" homossexuais institucionalizados, a eutanásia em todas as circunstâncias possíveis implementada e as touradas extintas, quais vão ser as bandeiras da esquerda?
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Será que só aí é que vão de facto começar a trabalhar no sentido do desenvolvimento social?
A afirmação é de Manuel Maria Carrilho, ex-ministro da Cultura e actual embaixador de Portugal junto da UNESCO. Pena que não saiba que a Noruega não faz parte da UE...
Há umas semanas, na quarta maior cidade de um país da Europa central, um taxista, gentilmente, ajudava-nos a pôr e a tirar as malas no/do carro, para além de ainda ter a delicadeza de fechar a porta à minha mãe.
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No mesmo dia, na capital desse mesmo país, um outro taxista permanecia dentro do seu carro enquanto nós colocávamos a bagagem no porta-bagagens e íamos entrando no taxi.
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Infelizmente, vê-se que a tendência actual e proeminente é a segunda. Parece que - neste caso os taxistas - sentem que este tipo de simpatia é um acto de subserviência perante a outra pessoa e, sofrendo de um certo complexo de inferioridade social, sentem a necessidade de se afirmar desta forma pouco digna.
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Tende muitíssimo a confundir-se cortesia com subjugação e educação com formalidade.
Perante o comunicado da Presidência da República sobre as declarações do ministro da Administração Interna só restam duas alternativas: ou o próprio ministro toma a iniciativa de pôr o lugar à disposição ou o primeiro-ministro o demite..
Após um mês de reclusão, a líder da Oposição "despejou" grande parte daquilo que tinha a dizer em relação à actuação do Governo nos últimos tempos.
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Cumpre-se lembrar que da mesma forma que o Governo de um País não se compadece com um primeiro-ministro que apenas algumas semanas depois de recorrentes incidentes de insegurança se pronuncia, também não será aceitável que uma candidata a essas funções actue de forma semelhante. .
Quanto ao discurso, parece-me que MFL foi incisiva nos principais pontos: democraticidade do actual Governo (de resto um tema para o qual já há muito tempo se havia alertado, nomeadamente durante a liderança de Marques Mendes, com o brilhante discurso da "asfixia democrática" de Paulo Rangel, hoje líder parlamentar), a Economia (PME's, agricultura e emprego), a Saúde e a Segurança. .
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, na sua linha básica de previsibilidade e de falta de independência política, lá veio dizer que tinha sido um discurso do "bota-abaixo", sem propostas. Bom, desde logo, nem me parece que a Universidade de Verão tivesse de ser um local para se dissertar sobre propostas do PSD para cada uma das áreas que MFL abordou. A lógica deveria ser (e, efectivamente, foi) a de fazer uma análise geral à actuação do Governo.
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Penso que MFL esteve bem no conteúdo (menos bem na forma de o expôr, mas é o menos relevante para a questão) e manteve alguma elevação no debate político. Com esta rentrée, espera-se que a sua postura seja mais activa - não "falar por falar", mas falar sempre que é preciso!
É pau, é pedra, é o fim do caminho É um resto de toco, é um pouco sozinho É um caco de vidro, é a vida, é o sol É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol É peroba no campo, é o nó da madeira Caingá candeia, é o matita-pereira É madeira de vento, tombo da ribanceira É o mistério profundo, é o queira ou não queira É o vento ventando, é o fim da ladeira É a viga, é o vão, festa da cumeeira É a chuva chovendo, é conversa ribeira Das águas de março, é o fim da canseira É o pé, é o chão, é a marcha estradeira Passarinho na mão, pedra de atiradeira É uma ave no céu, é uma ave no chão É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão É o fundo do poço, é o fim do caminho No rosto um desgosto, é um pouco sozinho É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando É a luz da manha, é o tijolo chegando É a lenha, é o dia, é o fim da picada É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada É o projeto da casa, é o corpo na cama É o carro enguiçado, é a lama, é a lama É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã É um resto de mato na luz da manhã São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração É uma cobra, é um pau, é João, é José É um espinho na mão, é um corte no pé São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração É pau, é pedra, é o fim do caminho É um resto de toco, é um pouco sozinho É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É particularmente entusiasmante chegar a Lisboa ao final do dia e ter a belíssima vista da ponte 25 de Abril e de todo o desenho arquitectónico da capital, contornado com as luzes entretanto acesas. Penso que Lisboa é das cidades que oferece uma melhor vista quando estamos a aterrar. . Mas fico sobretudo satisfeito por ver que aquela apregoada abissal diferença que existia há uns largos anos entre Lisboa e outras capitais (ou nem isso) europeias está de certo modo colmatada. Lisboa é uma verdadeira capital europeia. Fruto da globalização, tudo – ou quase tudo – o que se vende noutras cidades também se vende em Lisboa (e noutras cidades do País, mas prefiro falar daquilo que conheço melhor); as variadíssimas técnicas utilizadas para as mais diferentes tarefas também já estão internacionalizadas, e tudo isto nos coloca em pé de igualdade. . O que nos difere, então? Diria que é o aproveitamento dos recursos naturais e patrimoniais. Sem dúvida que dado o nosso clima bem poderíamos potenciar mais as nossas esplanadas, os nossos espaços ao ar livre, dinamizando-os através da reabilitação de certas lojas e de edifícios, tornando-os pontos de interesse e de atracção. . Haverá por certo muito a melhorar para que estejamos ao nível de certas cidades, mas isso é algo possível: é uma questão de adoptarmos algumas técnicas estrangeiras… Só tenho as minhas dúvidas sobre se os outros países vão conseguir adoptar a simpatia lusa ou o nosso clima fenomenal! .
. Estamos a pouco mais de 2 meses das eleições presidenciais nos EUA e as estratégias do xadrez político já se vão mexendo com maior perícia.
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John McCain resolveu esperar pelo anúncio do vice-presidente de Obama para anunciar o seu número dois. Ao que se vê, fez muito bem.
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A Obama faltava uma maior imagem de experiência e de conhecimento, que foi buscar a Joe Biden, 65 anos, presidente do Comité de Relações Externas do Senado e um homem forte de Washington (o que, por si só, já muda um pouco a ideia inicial que Obama encarnava, de homem desvinculado do "aparelho").
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McCain talvez pecasse pela idade a mais (faz hoje 72 anos) e por fugir ao conservadorismo tradicional dos Republicanos. Com Sarah Palin, de 44 anos, governadora do Alaska, tem como candidata a vice-presidente uma mulher que pertence à ala mais conservadora dos Republicanos.
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Julgo que nesta fase McCain se soube sobressair: para além de colmatar falhas, "piscou o olho" às mulheres americanas (52% do eleitorado), que, insatisfeitas por não verem Hillary Clinton no ticket Democrata, poderão "refugiar-se" em Sarah Palin, ou seja, nos Republicanos.
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Ao contrário do que muito se diz e escreve, Obama não se encontra numa posição de clara vantagem sobre John McCain. De facto, aquilo que se regista é um empate técnico entre ambos, e a campanha, com estes últimos desenvolvimentos, promete ir aumentando o ritmo...
O primeiro-ministro não podia receber melhor notícia ao regressar de férias: a possibilidade apresentada por Alberto João Jardim em formar um novo partido político - o Partido Social Federalista..
Como já se fez aqui no Bazar, uma vez mais apresentamos um poema de um autor Português, com o devido acompanhamento musical... Respectivamente António Gedeão e Carlos do Carmo...
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. Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida tão concreta e definida como outra coisa qualquer, como esta pedra cinzenta em que me sento e descanso, como este ribeiro manso em serenos sobressaltos, como estes pinheiros altos que em verde e oiro se agitam, como estas aves que gritam em bebedeiras de azul. . eles não sabem que o sonho é vinho, é espuma, é fermento, bichinho álacre e sedento, de focinho pontiagudo, que fossa através de tudo num perpétuo movimento. . Eles não sabem que o sonho é tela, é cor, é pincel, base, fuste, capitel, arco em ogiva, vitral, pináculo de catedral, contraponto, sinfonia, máscara grega, magia, que é retorta de alquimista, mapa do mundo distante, rosa-dos-ventos, Infante, caravela quinhentista, que é cabo da Boa Esperança, ouro, canela, marfim, florete de espadachim, bastidor, passo de dança, Colombina e Arlequim, passarola voadora, pára-raios, locomotiva, barco de proa festiva, alto-forno, geradora, cisão do átomo, radar, ultra-som, televisão, desembarque em foguetão na superfície lunar. . Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida, que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança. .
terça-feira, 12 de agosto de 2008
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"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida... mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure sempre..."
É triste e lamentável quando as pessoas têm uma necessidade ávida de mostrar o dinheiro que têm. Pior é quando, por terem aquilo que têm, se acham no direito de dizer o que querem e bem lhes apetece, colocando-se a si mesmo em cima de um pedestal e enchendo-se de dignidade.
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José Berardo, de seu nome artístico Joe, é um vivo exemplo disto mesmo. Não pude deixar de ficar escandalizado ao ler no Expresso deste fim-de-semana algumas das citações que aquele senhor fez a respeito do ex-presidente do Millennium BCP, Eng. Jardim Gonçalves.
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Bem sei que Berardo tem uma importantíssima colecção de arte, que muito atrai estrangeiros, mas a par dessa colecção tem ainda uma outra de intervenções públicas de baixíssimo nível.
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Joe Berardo disse, em Julho do ano passado, na SIC Notícias, que "ele [o Eng. Jardim Gonçalves] já tem setenta e tal anos de idade. Fique em casa, a cuidar das galinhas ou não sei quê. O tempo dele já passou."
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Deus queira que o tempo e a moda de Joe Berardo nem cheguem a este País!
Quando Mário Soares abre a boca para criticar Cavaco Silva no que diz respeito ao timing e à forma da sua intervenção e vem despejar o rol infindável de problemas que o País enfrenta (e que deveriam ser o mote da comunicação do Presidente), então devo assumir que as críticas mais se dirigem a São Bento do que a Belém.