quinta-feira, 27 de novembro de 2008

I will be back

Após um pequeno interregno, o Bazar vai restaurar a sua actividade no Primeiro de Dezembro.
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Até lá!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Analfabetismo político

Palavras sábias de Bertold Brecht...
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O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Não sabe que tudo na sua vida depende das decisões políticas. É tão desinformado que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política. Desconhece que da sua ignorância política - da alienação e da omissão - nascem a prostituição, a miséria, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político corrupto, vigarista e demagogo.
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domingo, 5 de outubro de 2008

A causa monárquica explicada aos sindicalistas

Em mais uma saída espirituosa, Rodrigo Moita de Deus escreveu no 31 da Armada que "um presidente da república é um rei a recibos verdes. Os monárquicos são contra o trabalho precário. Defendem a integração do presidente no quadro."

sábado, 27 de setembro de 2008

Are they trustworthy?

Pela terceira vez no espaço de um ano, José Sócrates encontrou-se com o Presidente da República Bolivariana da Venezuela, o senhor Hugo Chavez.
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Hoje, na FIL, os Governos de Portugal e da Venezuela assinaram uma série de acordos em variadíssimos domínios, nomeadamente depois de Chavez ter aparecido nas televisões com um pequeno Magalhães nas mãos, elogiando-o, como se fosse uma menina da TV Cabo.
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Devo dizer que me sinto muitíssimo orgulhoso por ver alguma individualidade internacional a elogiar algo Português. Quando vi Chavez com um Magalhães na mão, apenas me consegui lembrar da aversão que aquele produto há-de causar nas sociedades ocidentais, depois de uma publicidade daquele género.
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Mas, sinceramente, não é nada com a qual nos devamos espantar. Portugal tem descortinado por completo que está integrado num quadro multilateral como a NATO, que tem acordos muito específicos com os EUA em vários domínios - nomeadamente da Defesa -, e que tem uma comunidade emigrante nos EUA não menos importante do que na Venezuela.
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As apostas da dupla Sócrates-Amado têm incidido e elogiado tudo o que é Chefe de Estado e Governo com pergaminhos de imoralidade e desonestidade política. José Eduardo dos Santos e Hugo Chavez personificam lindamente esse protótipo.
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De facto, percebe-se que Zapatero seja o melhor amigo europeu de Sócrates: coincidem quer ao nível de políticas de família quer ao nível da postura de indiferença em relação aos EUA. A Administração empossada em 2009 fará Portugal pagar a conta desta directriz política...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

As bandeiras da esquerda

Manuel Alegre lamentou que a Juventude Socialista apenas fale de temas "que estão na moda", como é o caso dos "casamentos" homossexuais. É extremamente honroso olhar para um partido político - seja ele qual for - e verificar que há pessoas que, por terem um determinado estatuto, têm um desprendimento e uma independência tais que lhes permite intervir sobre os pontos que efectivamente entendem.
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Aquando da sua eleição como Secretário-Geral daquela organização, há uns meses, Duarte Cordeiro afirmou que os "casamentos" homossexuais eram uma questão "absolutamente prioritária" para a nova direcção da JS. Por seu lado, o Bloco de Esquerda e Os Verdes abriram esta sessão legislativa com iniciativas no sentido de avançar com os "casamentos" homossexuais, e, no caso do BE, de permitir também a adopção.
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Pergunto-me: no dia em que (se) o aborto estiver totalmente liberalizado, os "casamentos" homossexuais institucionalizados, a eutanásia em todas as circunstâncias possíveis implementada e as touradas extintas, quais vão ser as bandeiras da esquerda?
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Será que só aí é que vão de facto começar a trabalhar no sentido do desenvolvimento social?

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Um "dislate"

"Hoje, na Europa dos 27, só há quatro governos socialistas: Portugal, Espanha, Inglaterra e Noruega".
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A afirmação é de Manuel Maria Carrilho, ex-ministro da Cultura e actual embaixador de Portugal junto da UNESCO. Pena que não saiba que a Noruega não faz parte da UE...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Cortesia ou subserviência?

Há umas semanas, na quarta maior cidade de um país da Europa central, um taxista, gentilmente, ajudava-nos a pôr e a tirar as malas no/do carro, para além de ainda ter a delicadeza de fechar a porta à minha mãe.
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No mesmo dia, na capital desse mesmo país, um outro taxista permanecia dentro do seu carro enquanto nós colocávamos a bagagem no porta-bagagens e íamos entrando no taxi.
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Infelizmente, vê-se que a tendência actual e proeminente é a segunda. Parece que - neste caso os taxistas - sentem que este tipo de simpatia é um acto de subserviência perante a outra pessoa e, sofrendo de um certo complexo de inferioridade social, sentem a necessidade de se afirmar desta forma pouco digna.
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Tende muitíssimo a confundir-se cortesia com subjugação e educação com formalidade.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Das duas uma

Perante o comunicado da Presidência da República sobre as declarações do ministro da Administração Interna só restam duas alternativas: ou o próprio ministro toma a iniciativa de pôr o lugar à disposição ou o primeiro-ministro o demite..

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Aquilo a que se chama um bom ponto

Rodrigo Moita de Deus afirma que "continuamos mais entretidos a discutir o silêncio do último mês que o conteúdo do discurso de ontem."

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Nova versão do Acordo Ortográfico

. Clique na imagem para ampliar..

Fotografia vista na Câmara dos Comuns e tirada do Sapo.
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Rentrée

Após um mês de reclusão, a líder da Oposição "despejou" grande parte daquilo que tinha a dizer em relação à actuação do Governo nos últimos tempos.
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Cumpre-se lembrar que da mesma forma que o Governo de um País não se compadece com um primeiro-ministro que apenas algumas semanas depois de recorrentes incidentes de insegurança se pronuncia, também não será aceitável que uma candidata a essas funções actue de forma semelhante.
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Quanto ao discurso, parece-me que MFL foi incisiva nos principais pontos: democraticidade do actual Governo (de resto um tema para o qual já há muito tempo se havia alertado, nomeadamente durante a liderança de Marques Mendes, com o brilhante discurso da "asfixia democrática" de Paulo Rangel, hoje líder parlamentar), a Economia (PME's, agricultura e emprego), a Saúde e a Segurança.
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O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, na sua linha básica de previsibilidade e de falta de independência política, lá veio dizer que tinha sido um discurso do "bota-abaixo", sem propostas. Bom, desde logo, nem me parece que a Universidade de Verão tivesse de ser um local para se dissertar sobre propostas do PSD para cada uma das áreas que MFL abordou. A lógica deveria ser (e, efectivamente, foi) a de fazer uma análise geral à actuação do Governo.
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Penso que MFL esteve bem no conteúdo (menos bem na forma de o expôr, mas é o menos relevante para a questão) e manteve alguma elevação no debate político. Com esta rentrée, espera-se que a sua postura seja mais activa - não "falar por falar", mas falar sempre que é preciso!

sábado, 6 de setembro de 2008

Águas de Setembro fechando o Verão


Elis Regina e Tom Jobim - Águas de Março

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba no campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

sábado, 30 de agosto de 2008

Novo-riquismo II

Há coisas que não se importam...

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É particularmente entusiasmante chegar a Lisboa ao final do dia e ter a belíssima vista da ponte 25 de Abril e de todo o desenho arquitectónico da capital, contornado com as luzes entretanto acesas. Penso que Lisboa é das cidades que oferece uma melhor vista quando estamos a aterrar.
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Mas fico sobretudo satisfeito por ver que aquela apregoada abissal diferença que existia há uns largos anos entre Lisboa e outras capitais (ou nem isso) europeias está de certo modo colmatada. Lisboa é uma verdadeira capital europeia. Fruto da globalização, tudo – ou quase tudo – o que se vende noutras cidades também se vende em Lisboa (e noutras cidades do País, mas prefiro falar daquilo que conheço melhor); as variadíssimas técnicas utilizadas para as mais diferentes tarefas também já estão internacionalizadas, e tudo isto nos coloca em pé de igualdade.
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O que nos difere, então? Diria que é o aproveitamento dos recursos naturais e patrimoniais. Sem dúvida que dado o nosso clima bem poderíamos potenciar mais as nossas esplanadas, os nossos espaços ao ar livre, dinamizando-os através da reabilitação de certas lojas e de edifícios, tornando-os pontos de interesse e de atracção.
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Haverá por certo muito a melhorar para que estejamos ao nível de certas cidades, mas isso é algo possível: é uma questão de adoptarmos algumas técnicas estrangeiras… Só tenho as minhas dúvidas sobre se os outros países vão conseguir adoptar a simpatia lusa ou o nosso clima fenomenal!
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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Campanha ao rubro

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Estamos a pouco mais de 2 meses das eleições presidenciais nos EUA e as estratégias do xadrez político já se vão mexendo com maior perícia.
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John McCain resolveu esperar pelo anúncio do vice-presidente de Obama para anunciar o seu número dois. Ao que se vê, fez muito bem.
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A Obama faltava uma maior imagem de experiência e de conhecimento, que foi buscar a Joe Biden, 65 anos, presidente do Comité de Relações Externas do Senado e um homem forte de Washington (o que, por si só, já muda um pouco a ideia inicial que Obama encarnava, de homem desvinculado do "aparelho").
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McCain talvez pecasse pela idade a mais (faz hoje 72 anos) e por fugir ao conservadorismo tradicional dos Republicanos. Com Sarah Palin, de 44 anos, governadora do Alaska, tem como candidata a vice-presidente uma mulher que pertence à ala mais conservadora dos Republicanos.
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Julgo que nesta fase McCain se soube sobressair: para além de colmatar falhas, "piscou o olho" às mulheres americanas (52% do eleitorado), que, insatisfeitas por não verem Hillary Clinton no ticket Democrata, poderão "refugiar-se" em Sarah Palin, ou seja, nos Republicanos.
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Ao contrário do que muito se diz e escreve, Obama não se encontra numa posição de clara vantagem sobre John McCain. De facto, aquilo que se regista é um empate técnico entre ambos, e a campanha, com estes últimos desenvolvimentos, promete ir aumentando o ritmo...
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Espalhar votos...

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O primeiro-ministro não podia receber melhor notícia ao regressar de férias: a possibilidade apresentada por Alberto João Jardim em formar um novo partido político - o Partido Social Federalista..

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Pedra filosofal

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Como já se fez aqui no Bazar, uma vez mais apresentamos um poema de um autor Português, com o devido acompanhamento musical... Respectivamente António Gedeão e Carlos do Carmo...
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Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
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eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
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Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
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Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
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terça-feira, 12 de agosto de 2008

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"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida... mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure sempre..."
. Vinicius de Moraes
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domingo, 10 de agosto de 2008

Vivam os trabalhadores!

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O "novo riquismo"

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É triste e lamentável quando as pessoas têm uma necessidade ávida de mostrar o dinheiro que têm. Pior é quando, por terem aquilo que têm, se acham no direito de dizer o que querem e bem lhes apetece, colocando-se a si mesmo em cima de um pedestal e enchendo-se de dignidade.
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José Berardo, de seu nome artístico Joe, é um vivo exemplo disto mesmo. Não pude deixar de ficar escandalizado ao ler no Expresso deste fim-de-semana algumas das citações que aquele senhor fez a respeito do ex-presidente do Millennium BCP, Eng. Jardim Gonçalves.
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Bem sei que Berardo tem uma importantíssima colecção de arte, que muito atrai estrangeiros, mas a par dessa colecção tem ainda uma outra de intervenções públicas de baixíssimo nível.
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Joe Berardo disse, em Julho do ano passado, na SIC Notícias, que "ele [o Eng. Jardim Gonçalves] já tem setenta e tal anos de idade. Fique em casa, a cuidar das galinhas ou não sei quê. O tempo dele já passou."
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Deus queira que o tempo e a moda de Joe Berardo nem cheguem a este País!
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A comunicação do ex-Presidente

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Quando Mário Soares abre a boca para criticar Cavaco Silva no que diz respeito ao timing e à forma da sua intervenção e vem despejar o rol infindável de problemas que o País enfrenta (e que deveriam ser o mote da comunicação do Presidente), então devo assumir que as críticas mais se dirigem a São Bento do que a Belém.
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sábado, 2 de agosto de 2008

We're roaming...


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Roaming... lá está uma fronteira que a UE poderia derrubar...
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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

A comunicação do Presidente

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Ontem, a Presidência da República deixou o País em suspenso com o comunicado que Cavaco Silva faria à Nação na abertura dos telejornais. Confesso que algumas vezes ao longo do dia me fui lembrando de que às 20h deveria ter uma televisão ao pé de mim, uma vez que a curiosidade com o assunto abordado era grande.
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A única informação de que se dispunha era a de que o Presidente só interromperia as suas férias se fosse para comunicar algo da maior relevância, obviamente. Assim, das duas uma: ou Cavaco Silva ia lançar uma verdadeira bomba (o que seria muito estranho, já que, numa situação destas, o previsível seria provocar uma ligeira fuga de informação para que um dado órgão de comunicação social fosse veiculando como forte uma certa possibilidade) ou então nos últimos dias aconteceu algo da maior relevância para o País que justificava uma posição clara do PR (o que também seria muito estranho porque não me constava de nada de especial tivesse acontecido).
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Aguardava, assim, ansioso pela comunicação!
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Quando oiço, às 20h, Cavaco Silva dirigir-se aos Portugueses após todo aquele suspense para falar sobre o Estatuto Político-Administrativo da R. A. Açores, devo dizer que me senti desiludido. Muito se tem escrito e dito sobre o disparate e o "desrespeito" da Presidência pela opinião pública ao sobrevalorizar esta questão.
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Assim sendo, das duas uma: ou se temia que não fosse dada a importância devida à questão (que, não obstante, é relevante), optando-se assim por a sobrevalorizar, ou então está aqui uma jogada política que trará os seus frutos num futuro próximo...
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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Silly season

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Ao longo destes dias de férias (de estudo e, como se viu, de postagens no Bazar), foi possível ver que a chamada silly season já começou... Entrou de mansinho, mas é interessanter (ou não) ver que as notícias que dantes surgiam no telejornal mesmo no fim (ou às vezes nem surgiam), agora aparecem ao fim de uns 10 minutos de emissão!
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Enfim, nada que apenas procure evitar situações mais constrangedoras...
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