sábado, 13 de dezembro de 2008

Cliché (mas não menos verdade)

O Natal já se instalou há umas boas semanas.

Competentes, as pessoas levam a sério a sua função de cumprimento de (quase) todas as exigências natalícias dos seus amigos, familiares, conhecidos, pessoas-com-quem-mal-se-fala-mas-a-quem-é-simpático-oferecer-um-presente.
Organizadas, vão assinalando com um V os presentes já comprados e assim diminuindo a sua lista de afazeres.
Empenhadas, as pessoas passarão uns largos pares de dias enclausuradas em centros comerciais.
Generosas, fecharão os olhos à crise e aos investimentos familiares que não farão no próximo ano - de recessão - para contemplar cada singularidade que conheçam com um regalo natalício.
Felizes, dia 25 (ou dia 24, porque o dia de Natal é cada vez mais na sua própria véspera, e de preferência antes da meia-noite porque os petizes não se querem ir deitar sem antes receber os presentes) as pessoas abrirão os presentes prévia e criteriosiamente escolhidos por si mesmas.
Eis o Natal! De facto, vê-se mesmo que estamos no Advento! Já toda a gente se prepara para o Natal...

4 comentários:

Daniela Ramalho disse...

por esta e várias razões, acho que se justifica plenamente que o natal deixe de fazer sentido a partir de certa idade. sabe bem receber presentes, mas não sabe nada bem recebe-los de pessoas que durante o ano inteiro viveram as suas vidas sem se lembrarem dos outros.

ASL disse...

Daniela! Que gosto em te rever por aqui! Fico satisfeito por ver que o grupo do Aqui há discussão, grosso modo, continua a escrever, mas agora noutras paragens. :) Vou dar um salto à Sociedade de Debates! Até lá!

Tiago disse...

Este texto tem tanta verdade...que até assusta. lol

catarina b. disse...

Acho que a partir de certa idade faz sentido é repensar-se o que é que faz sentido que o Natal seja. Talvez o que deixe de fazer sentido seja realmnte fazer dos presentes (que não são, de todo, sinónimo de Natal) as personagens principais desta época.