terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Então e agora?

If somebody was sending rockets into my house where my two daughters sleep at night, I’m going to do everything in my power to stop that. And I would expect Israelis to do the same thing.
Barack Obama (Julho 2008)

domingo, 28 de dezembro de 2008

Israel e o Mundo

A situção é catastrófica e o cenário já é asfixiante para o mundo inteiro. O conflito israelo-palestiniano está longe de ter um fim à vista e o mundo (sobretudo os israelitas e palestinianos) aguardam que a nova Administração norte-americana imprima um novo rumo às negociações diplomáticas naquela região.
Parece-me legítimo que qualquer decisão sobre este caso deva contar com a opinião dos EUA, mas convém não esquecer que os EUA são um país independente e não uma organização humanitária - os EUA lutam pelos seus próprios interesses, como de resto qualquer país faz. Ou seja, se há mediador que deve haver para este conflito será o Secretário-Geral da ONU - caso contrário de pouco ou nada serve esta gigantesca organização.
De uma instituição mundial que visa lutar pela paz nada se ouviu em relação aos recentes incidentes na Faixa de Gaza - salvo um apelo à calma e à paz (mais próprios de um orientador espiritual, do que de um dirigente político). Vou ficando com a sensação de que para os políticos mundiais este conflito é algo intemporal e sem fim. Que, para eles, tudo aquilo que possam fazer não trará os resultados desejados e o máximo que podem conseguir será um cessar-fogo durante um período de tempo mais ou menos longo.
Da Administração norte-americana to be também nada se ouve sobre os recentes desenvolvimentos (ou recuos). Certo é que o que foi dito por Obama sobre a sua putativa política dialogante com o Irão constitui um imbróglio: perante as fortes respostas de Israel ao Hamas, já o ayatollah do Irão apelou a que todos os muçulmanos se revoltassem.
Espera-se que o enfoque que Obama e Clinton darão ao Afeganistão - não obstante a importância que este país merece - não renegue para um plano secundário o conflito israelo-árabe.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Curiosidades do Natal II

Qual a origem da árvore de Natal?
A tradição da árvore de Natal é de origem germânica e data do tempo de S. Bonifácio. Foi adoptada para substituir os sacrifícios do carvalho sagrado ao deus pagão Odin, festejando-se uma árvore em homenagem ao Deus Menino. A árvore aparece muito na Sagrada Escritura como símbolo da vida e da perenidade. Foi trazida para Portugal no século XIX pelo rei consorte de D. Maria II, D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha.
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De onde vem o nome da Missa do Galo?
Antigamente, nalgumas aldeias espanholas e portuguesas, era costume levar-se um galo vivo para a Igreja para que ele cantasse na missa da meia noite. Se cantasse, era sinal de bom ano de colheitas.
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Qual a história do Pai Natal?
No século IV, Nicolau, bispo de Mira, tinha o hábito de distribuir presentes entre os pobres, mas não gostava que lhe agradecessem. A fama correu o mundo e, mesmo depois da sua morte, as crianças holandesas acostumaram-se a colocar os sapatos à porta de casa, esperando a visita de S. Nicolau. Faziam-no na noite de 5 para 6 de Dezembro. Mais tarde, o costume passou para outros países que, em vez de festejarem S. Nicolau a 6 de Dezembro, mudaram a data para a noite de Natal e passaram a chamar Pai Natal àquele que ia levar os presentes. Tudo o resto é invenção da Coca Cola.
Adaptado de um folheto distribuído pela paróquia de S. João Baptista (Lumiar)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal!

Curiosidades do Natal I

Porquê 25 de Dezembro?

Como no mistério de Cristo o mais importante é a Páscoa, a Igreja de então pouco se preocupou com a data do nascimento de Jesus. Segundo a opinião mais corrente a escolha desta data foi para dar sentido cristão a uma festa pagã. Em 274, o Imperador Aureliano oficializou o culto ao sol invicto, mandou construir um templo e fixou a sua festa a 25 de Dezembro que, segundo a astronomia do tempo, era considerada a data do solstício do Inverno. Depois dos cristãos terem liberdade de culto, passaram a festejar esta data como o nascimento de Jesus, o Sol de Justiça, a Luz do Mundo.

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Qual a história do Presépio?

Há quem diga que as primeiras representações do presépio já vêm do século IV mas foi em 1223 que algo de extraordinário se passou e que passou a divulgar-se por todo o mundo: Francisco de Assis mandou preparar uma manjedoura cheia de feno e colocou perto dela um boi e um jumento. Sobre a manjedoura foi posto um altar para se cantar a missa da meia noite. O santo assistiu como diácono. Pela consagração do pão e do vinho, Jesus esteve presente naquele altar-manjedoura. Um dos assistentes teve a visão de que na manjedoura dormia uma criança e de que S. Francisco se aproximou dela para a acordar.
Adaptado de um folheto distribuído pela paróquia de S. João Baptista (Lumiar)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Porque Ele nasce em nós

Há exactamente um ano terminei uma experiência de oração de 3 dias. Foi talvez das melhores preparações para estar em cheio para receber o nascimento de Jesus. Um ano depois, neste momento, aquilo que mais retenho daquela experiência é a Alegria - que me foi sendo posta à frente diariamente de mil e uma maneiras naquele fim-de-semana.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

"Para acender a chama revolucionária que há em ti"

Numa troca de presentes entre amigos, tive a felicidade de receber um magnífico presente: Les Slogans de 68, de Jean-Philippe Legois.
O livro fala, naturalmente, do Maio de 68, e vem recheado de palavras de ordem da época, símbolo do calor revolucionário e do pendor sonhador que inevitavelmente lhe subjaz.
Perante tão amigável provocaçãozinha, não podia deixar de transcrever uns pares de citações:
- Soyons à la mesure de nos rêves.
- L’action ne doit pás être une réaction mais une création.
- Penser ensemble, non! Pousser ensemble, oui!
- Soyez realistes, demandez l’impossible!
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Nota: Este post vai acompanhado com um beijinho a quem de direito, pelo dia de hoje!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Ganhar balanço

"Os que esperam no Senhor renovam as suas forças, formam asas como as águias.
Correm sem se fatigarem, caminham sem se cansarem."
Livro de Isaías

Testes

[Às vezes assusta como o ser humano se aproxima dos animais quando parece ser excessivamente institivo. Parece que olvida a sua componente racional, as little grey cells de que dispõe e a capacidade de maturação e ponderação que lhe foram atribuídas. E assusta sobretudo quando o instito nos faz esquecer de que dispomos dessas capacidades.
E assusta também (dado o desafio que é) sermos questionados sobre os nossos limites e a nossa resistência aos tais instintos.
Whatever.]

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Chuva


("Chuva" por Mariza)

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

De volta ao palco...

Das duas uma: ou Santana Lopes ainda tem um peso no PSD tal que consegue condicionar as decisões da uma comissão política nacional que jamais o apoiaria, ou então mordeu o isco dos seus adversários, que procuram vaticinar-lhe definitivamente o seu fim político. Mas a fénix renasce das cinzas...

sábado, 13 de dezembro de 2008

Cliché (mas não menos verdade)

O Natal já se instalou há umas boas semanas.

Competentes, as pessoas levam a sério a sua função de cumprimento de (quase) todas as exigências natalícias dos seus amigos, familiares, conhecidos, pessoas-com-quem-mal-se-fala-mas-a-quem-é-simpático-oferecer-um-presente.
Organizadas, vão assinalando com um V os presentes já comprados e assim diminuindo a sua lista de afazeres.
Empenhadas, as pessoas passarão uns largos pares de dias enclausuradas em centros comerciais.
Generosas, fecharão os olhos à crise e aos investimentos familiares que não farão no próximo ano - de recessão - para contemplar cada singularidade que conheçam com um regalo natalício.
Felizes, dia 25 (ou dia 24, porque o dia de Natal é cada vez mais na sua própria véspera, e de preferência antes da meia-noite porque os petizes não se querem ir deitar sem antes receber os presentes) as pessoas abrirão os presentes prévia e criteriosiamente escolhidos por si mesmas.
Eis o Natal! De facto, vê-se mesmo que estamos no Advento! Já toda a gente se prepara para o Natal...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Eu posso escolher

"Hoje levantei-me cedo a pensar no que tenho de fazer antes que o relógio marque meia noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está a chover ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso reclamar sobre a minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso queixar-me dos meus pais por não me terem dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter um trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus pela oportunidade da experiência.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não sairam como planeei, posso gastar os minutos a lamentar-me ou ficar feliz por ter o dia de hoje para recomeçar.
O dia está à minha frente, à espera de ser vivido da maneira que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma às ideias e utilidade às horas.
Tudo depende só de mim."
Charlie Chaplin

sábado, 6 de dezembro de 2008

"Graças a Deus", diz Jerónimo

Parece que a História se inverteu, e afinal quem ficou fechado (por livre vontade) na praça do Campo Pequeno foram os próprios comunistas, durante um fim-de-semana inteiro! A única diferença é que não foram chacinados, como outrora estes haviam sugerido em relação à Direita Portuguesa em idos tempos.
Para além de se constatar que mais retrógados do que uma certa Direita do nosso País só mesmo os fidelíssimos comunistas ortodoxos, um dos assuntos muito abordados naquele congresso foi, como se sabe, a relação com o Bloco de Esquerda. A propósito deste partido, Jacinto Lucas Pires escreveu: "O que o BE escolhe é, portanto, manter-se enquanto partido-que-não-é-bem-um-partido, eterna "ovelha negra" do sistema (e microfone para os protestos com e sem razão), plataforma para todas as "ideias sem gravata"... (...) Querendo ser para sempre o partido "adolescente", o partido "rebelde", o "contra-partido", o BE revela-se afinal como um tremendo peso conservador." E termina com a pergunta: "Para quê escolher quem nunca está do lado da solução?".
Agora é vê-los - a todos - na abertura da temporada do Campo Pequeno de 2009! :)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Humanidade clínica

O neuropediatra Nuno Lobo Antunes publicou recentemente um livro chamado Sinto Muito, onde relata muitas das experiências que viveu enquanto médico. Ou, melhor dizendo, experiências que viveu enquanto homem, e que foram postas no seu caminho em virtude de ser médico.
O livro não aborda a componente clínica que subjaz a qualquer uma das doenças ali em causa, mas sim a perspectiva humana em momentos de dor - para o doente e para a sua família.
Para além disso, o tipo de escrita e a sua estrutura - pequenas histórias de 2/3 páginas - tornam o livro de leitura muito acessível.
A entrevista do Dr. Nuno Lobo Antunes à RTP a propósito deste livro pode ser vista aqui.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O início do flop

Não fui o primeiro nem o último a dizer que Obama facilmente desiludiria uma considerável parte do seu eleitorado. Falo daqueles que viam Obama como o arauto da paz do mundo, como se o cargo do Presidente dos EUA fosse o de Secretário-Geral da ONU, e como se as pessoas que Obama representasse fossem todos os cidadãos do mundo e não apenas os americanos (aqueles que, ao fim ao cabo, lhe poderão assegurar a reeleição).
Ontem foi oficializada a escolha do presidente eleito para sua Secretária de Estado - como já se falava há semanas, Hillary Clinton. Ora, o homem que defendia uma conversa serena com Ahmadinejad tem como chefe da diplomacia uma senhora que afirmou, aquando das primárias do Partido Democrata, que se fosse Presidente entraria em guerra com o Irão. De facto, Hillary Clinton não é presidente, mas presumo que as posições que ambos têm em relação a vários assuntos de política externa não serão exactamente coincidentes.
Por outro lado, Obama vai ver, na minha opinião, as decisões fulcrais da condução da política externa abandonarem a Casa Branca, e irem passando progressivamente para o Departamento de Estado e, em última instância, para a Fundação de Bill Clinton. Sim! Corre-se o "risco" de Bill Clinton ser um lobbista senior desta Administração, mediante pressões que lhe sejam feitas por políticos internacionais seus conhecidos.
Se Obama já ia ficar um pouco ofuscado em termos de política externa pelo seu vice-presidente, Hillary Clinton como Secretária de Estado só vai limitar ainda mais a sua visibilidade e o seu poder de facto na área internacional. É ela que conhece os líderes, é ela que tem a garantia de que seria um erro para Obama demiti-la (por qualquer eventualidade). É ela que tem de facto poder.
Os obamaníacos estranharão ainda que o Presidente eleito se tenha comprometido ontem "a investir e fazer crescer as forças armadas americanas, para que elas permaneçam “as mais fortes do planeta”".
Naturalmente que Obama teria de se render às inevitabilidades da realidade e ir abandonando o mundo de sonhos que ia sendo apregoado. E ainda bem que o faz! São essas as suas funções, e isso só deve tranquilizar o mundo. Mas nem todos votaram nele pensando assim...
David J. Rothkopf, ex-assessor do governo de Clinton, avaliava há umas semanas as escolhas de Obama dizendo que "esse é o modelo violino: segurar o poder com a mão esquerda e tocar a música com a direita".
Vamos ver quem vai na sua música...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

As prioridades do mundo

O mundo tem hoje prioridades efémeras. Permitiu-se reger ao ritmo do mediatismo e do interesse momentâneo, orquestrados pela batuta simplória de um povo cada vez mais escolarizado, mas que parece cada vez menos verdadeiramente interessado pelo seu mundo.

Olhamos para trás e vemos o indescritível movimento que, deste lado do mundo, apoiava Timor, do outro lado, aquando da sua luta pela independência. Constatamos como funcionaram as campanhas de solidariedade pelas vítimas do tsunami no sudeste asiático há uns anos atrás (lembrar-se-ão ainda dos telefonemas que se podia fazer para angariar fundos?). Assistimos, mais recentemente, com preocupação, às hesitações do regime timorense, ainda débil e pouco maduro. Sensibilizámo-nos uns quantos dias com umas notícias que nos chegavam no Darfur, no Sudão, ao mesmo tempo que refastelados no sofá íamos ouvindo da televisão que tinham morrido na noite anterior “mais uns” soldados no Iraque… ou no Afeganistão… ou em muitos outros sítios possíveis no planeta. E – também porque envolveu a nossa presidência da UE – fomos acompanhando os problemas no Zimbabué.

Quem hoje ler as notícias, há-de pensar que todos estes problemas se solucionaram e que apenas temos dois problemas: um mundial – a crise financeira – e um nacional – a Educação. E vamo-nos também entretendo com os pitorescos episódios que muitos bons actores sociais-democratas vão fazendo questão de protagonizar. Nos últimos dias, até a crise financeira passou para segundo plano, dados os incidentes em Bombaim.

Como podem as lideranças mundiais querer resolver os conflitos à escala planetária quando se regem pela volatilidade dos interesses e pelas bandeiras passageiras do povo?

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

I will be back

Após um pequeno interregno, o Bazar vai restaurar a sua actividade no Primeiro de Dezembro.
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Até lá!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Analfabetismo político

Palavras sábias de Bertold Brecht...
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O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Não sabe que tudo na sua vida depende das decisões políticas. É tão desinformado que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política. Desconhece que da sua ignorância política - da alienação e da omissão - nascem a prostituição, a miséria, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político corrupto, vigarista e demagogo.
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domingo, 5 de outubro de 2008

A causa monárquica explicada aos sindicalistas

Em mais uma saída espirituosa, Rodrigo Moita de Deus escreveu no 31 da Armada que "um presidente da república é um rei a recibos verdes. Os monárquicos são contra o trabalho precário. Defendem a integração do presidente no quadro."

sábado, 27 de setembro de 2008

Are they trustworthy?

Pela terceira vez no espaço de um ano, José Sócrates encontrou-se com o Presidente da República Bolivariana da Venezuela, o senhor Hugo Chavez.
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Hoje, na FIL, os Governos de Portugal e da Venezuela assinaram uma série de acordos em variadíssimos domínios, nomeadamente depois de Chavez ter aparecido nas televisões com um pequeno Magalhães nas mãos, elogiando-o, como se fosse uma menina da TV Cabo.
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Devo dizer que me sinto muitíssimo orgulhoso por ver alguma individualidade internacional a elogiar algo Português. Quando vi Chavez com um Magalhães na mão, apenas me consegui lembrar da aversão que aquele produto há-de causar nas sociedades ocidentais, depois de uma publicidade daquele género.
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Mas, sinceramente, não é nada com a qual nos devamos espantar. Portugal tem descortinado por completo que está integrado num quadro multilateral como a NATO, que tem acordos muito específicos com os EUA em vários domínios - nomeadamente da Defesa -, e que tem uma comunidade emigrante nos EUA não menos importante do que na Venezuela.
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As apostas da dupla Sócrates-Amado têm incidido e elogiado tudo o que é Chefe de Estado e Governo com pergaminhos de imoralidade e desonestidade política. José Eduardo dos Santos e Hugo Chavez personificam lindamente esse protótipo.
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De facto, percebe-se que Zapatero seja o melhor amigo europeu de Sócrates: coincidem quer ao nível de políticas de família quer ao nível da postura de indiferença em relação aos EUA. A Administração empossada em 2009 fará Portugal pagar a conta desta directriz política...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

As bandeiras da esquerda

Manuel Alegre lamentou que a Juventude Socialista apenas fale de temas "que estão na moda", como é o caso dos "casamentos" homossexuais. É extremamente honroso olhar para um partido político - seja ele qual for - e verificar que há pessoas que, por terem um determinado estatuto, têm um desprendimento e uma independência tais que lhes permite intervir sobre os pontos que efectivamente entendem.
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Aquando da sua eleição como Secretário-Geral daquela organização, há uns meses, Duarte Cordeiro afirmou que os "casamentos" homossexuais eram uma questão "absolutamente prioritária" para a nova direcção da JS. Por seu lado, o Bloco de Esquerda e Os Verdes abriram esta sessão legislativa com iniciativas no sentido de avançar com os "casamentos" homossexuais, e, no caso do BE, de permitir também a adopção.
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Pergunto-me: no dia em que (se) o aborto estiver totalmente liberalizado, os "casamentos" homossexuais institucionalizados, a eutanásia em todas as circunstâncias possíveis implementada e as touradas extintas, quais vão ser as bandeiras da esquerda?
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Será que só aí é que vão de facto começar a trabalhar no sentido do desenvolvimento social?

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Um "dislate"

"Hoje, na Europa dos 27, só há quatro governos socialistas: Portugal, Espanha, Inglaterra e Noruega".
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A afirmação é de Manuel Maria Carrilho, ex-ministro da Cultura e actual embaixador de Portugal junto da UNESCO. Pena que não saiba que a Noruega não faz parte da UE...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Cortesia ou subserviência?

Há umas semanas, na quarta maior cidade de um país da Europa central, um taxista, gentilmente, ajudava-nos a pôr e a tirar as malas no/do carro, para além de ainda ter a delicadeza de fechar a porta à minha mãe.
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No mesmo dia, na capital desse mesmo país, um outro taxista permanecia dentro do seu carro enquanto nós colocávamos a bagagem no porta-bagagens e íamos entrando no taxi.
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Infelizmente, vê-se que a tendência actual e proeminente é a segunda. Parece que - neste caso os taxistas - sentem que este tipo de simpatia é um acto de subserviência perante a outra pessoa e, sofrendo de um certo complexo de inferioridade social, sentem a necessidade de se afirmar desta forma pouco digna.
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Tende muitíssimo a confundir-se cortesia com subjugação e educação com formalidade.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Das duas uma

Perante o comunicado da Presidência da República sobre as declarações do ministro da Administração Interna só restam duas alternativas: ou o próprio ministro toma a iniciativa de pôr o lugar à disposição ou o primeiro-ministro o demite..

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Aquilo a que se chama um bom ponto

Rodrigo Moita de Deus afirma que "continuamos mais entretidos a discutir o silêncio do último mês que o conteúdo do discurso de ontem."

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Nova versão do Acordo Ortográfico

. Clique na imagem para ampliar..

Fotografia vista na Câmara dos Comuns e tirada do Sapo.
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Rentrée

Após um mês de reclusão, a líder da Oposição "despejou" grande parte daquilo que tinha a dizer em relação à actuação do Governo nos últimos tempos.
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Cumpre-se lembrar que da mesma forma que o Governo de um País não se compadece com um primeiro-ministro que apenas algumas semanas depois de recorrentes incidentes de insegurança se pronuncia, também não será aceitável que uma candidata a essas funções actue de forma semelhante.
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Quanto ao discurso, parece-me que MFL foi incisiva nos principais pontos: democraticidade do actual Governo (de resto um tema para o qual já há muito tempo se havia alertado, nomeadamente durante a liderança de Marques Mendes, com o brilhante discurso da "asfixia democrática" de Paulo Rangel, hoje líder parlamentar), a Economia (PME's, agricultura e emprego), a Saúde e a Segurança.
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O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, na sua linha básica de previsibilidade e de falta de independência política, lá veio dizer que tinha sido um discurso do "bota-abaixo", sem propostas. Bom, desde logo, nem me parece que a Universidade de Verão tivesse de ser um local para se dissertar sobre propostas do PSD para cada uma das áreas que MFL abordou. A lógica deveria ser (e, efectivamente, foi) a de fazer uma análise geral à actuação do Governo.
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Penso que MFL esteve bem no conteúdo (menos bem na forma de o expôr, mas é o menos relevante para a questão) e manteve alguma elevação no debate político. Com esta rentrée, espera-se que a sua postura seja mais activa - não "falar por falar", mas falar sempre que é preciso!

sábado, 6 de setembro de 2008

Águas de Setembro fechando o Verão


Elis Regina e Tom Jobim - Águas de Março

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba no campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

sábado, 30 de agosto de 2008

Novo-riquismo II

Há coisas que não se importam...

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É particularmente entusiasmante chegar a Lisboa ao final do dia e ter a belíssima vista da ponte 25 de Abril e de todo o desenho arquitectónico da capital, contornado com as luzes entretanto acesas. Penso que Lisboa é das cidades que oferece uma melhor vista quando estamos a aterrar.
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Mas fico sobretudo satisfeito por ver que aquela apregoada abissal diferença que existia há uns largos anos entre Lisboa e outras capitais (ou nem isso) europeias está de certo modo colmatada. Lisboa é uma verdadeira capital europeia. Fruto da globalização, tudo – ou quase tudo – o que se vende noutras cidades também se vende em Lisboa (e noutras cidades do País, mas prefiro falar daquilo que conheço melhor); as variadíssimas técnicas utilizadas para as mais diferentes tarefas também já estão internacionalizadas, e tudo isto nos coloca em pé de igualdade.
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O que nos difere, então? Diria que é o aproveitamento dos recursos naturais e patrimoniais. Sem dúvida que dado o nosso clima bem poderíamos potenciar mais as nossas esplanadas, os nossos espaços ao ar livre, dinamizando-os através da reabilitação de certas lojas e de edifícios, tornando-os pontos de interesse e de atracção.
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Haverá por certo muito a melhorar para que estejamos ao nível de certas cidades, mas isso é algo possível: é uma questão de adoptarmos algumas técnicas estrangeiras… Só tenho as minhas dúvidas sobre se os outros países vão conseguir adoptar a simpatia lusa ou o nosso clima fenomenal!
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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Campanha ao rubro

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Estamos a pouco mais de 2 meses das eleições presidenciais nos EUA e as estratégias do xadrez político já se vão mexendo com maior perícia.
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John McCain resolveu esperar pelo anúncio do vice-presidente de Obama para anunciar o seu número dois. Ao que se vê, fez muito bem.
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A Obama faltava uma maior imagem de experiência e de conhecimento, que foi buscar a Joe Biden, 65 anos, presidente do Comité de Relações Externas do Senado e um homem forte de Washington (o que, por si só, já muda um pouco a ideia inicial que Obama encarnava, de homem desvinculado do "aparelho").
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McCain talvez pecasse pela idade a mais (faz hoje 72 anos) e por fugir ao conservadorismo tradicional dos Republicanos. Com Sarah Palin, de 44 anos, governadora do Alaska, tem como candidata a vice-presidente uma mulher que pertence à ala mais conservadora dos Republicanos.
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Julgo que nesta fase McCain se soube sobressair: para além de colmatar falhas, "piscou o olho" às mulheres americanas (52% do eleitorado), que, insatisfeitas por não verem Hillary Clinton no ticket Democrata, poderão "refugiar-se" em Sarah Palin, ou seja, nos Republicanos.
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Ao contrário do que muito se diz e escreve, Obama não se encontra numa posição de clara vantagem sobre John McCain. De facto, aquilo que se regista é um empate técnico entre ambos, e a campanha, com estes últimos desenvolvimentos, promete ir aumentando o ritmo...
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Espalhar votos...

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O primeiro-ministro não podia receber melhor notícia ao regressar de férias: a possibilidade apresentada por Alberto João Jardim em formar um novo partido político - o Partido Social Federalista..

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Pedra filosofal

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Como já se fez aqui no Bazar, uma vez mais apresentamos um poema de um autor Português, com o devido acompanhamento musical... Respectivamente António Gedeão e Carlos do Carmo...
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Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
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eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
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Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
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Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
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terça-feira, 12 de agosto de 2008

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"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida... mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure sempre..."
. Vinicius de Moraes
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domingo, 10 de agosto de 2008

Vivam os trabalhadores!

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O "novo riquismo"

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É triste e lamentável quando as pessoas têm uma necessidade ávida de mostrar o dinheiro que têm. Pior é quando, por terem aquilo que têm, se acham no direito de dizer o que querem e bem lhes apetece, colocando-se a si mesmo em cima de um pedestal e enchendo-se de dignidade.
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José Berardo, de seu nome artístico Joe, é um vivo exemplo disto mesmo. Não pude deixar de ficar escandalizado ao ler no Expresso deste fim-de-semana algumas das citações que aquele senhor fez a respeito do ex-presidente do Millennium BCP, Eng. Jardim Gonçalves.
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Bem sei que Berardo tem uma importantíssima colecção de arte, que muito atrai estrangeiros, mas a par dessa colecção tem ainda uma outra de intervenções públicas de baixíssimo nível.
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Joe Berardo disse, em Julho do ano passado, na SIC Notícias, que "ele [o Eng. Jardim Gonçalves] já tem setenta e tal anos de idade. Fique em casa, a cuidar das galinhas ou não sei quê. O tempo dele já passou."
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Deus queira que o tempo e a moda de Joe Berardo nem cheguem a este País!
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A comunicação do ex-Presidente

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Quando Mário Soares abre a boca para criticar Cavaco Silva no que diz respeito ao timing e à forma da sua intervenção e vem despejar o rol infindável de problemas que o País enfrenta (e que deveriam ser o mote da comunicação do Presidente), então devo assumir que as críticas mais se dirigem a São Bento do que a Belém.
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sábado, 2 de agosto de 2008

We're roaming...


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Roaming... lá está uma fronteira que a UE poderia derrubar...
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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

A comunicação do Presidente

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Ontem, a Presidência da República deixou o País em suspenso com o comunicado que Cavaco Silva faria à Nação na abertura dos telejornais. Confesso que algumas vezes ao longo do dia me fui lembrando de que às 20h deveria ter uma televisão ao pé de mim, uma vez que a curiosidade com o assunto abordado era grande.
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A única informação de que se dispunha era a de que o Presidente só interromperia as suas férias se fosse para comunicar algo da maior relevância, obviamente. Assim, das duas uma: ou Cavaco Silva ia lançar uma verdadeira bomba (o que seria muito estranho, já que, numa situação destas, o previsível seria provocar uma ligeira fuga de informação para que um dado órgão de comunicação social fosse veiculando como forte uma certa possibilidade) ou então nos últimos dias aconteceu algo da maior relevância para o País que justificava uma posição clara do PR (o que também seria muito estranho porque não me constava de nada de especial tivesse acontecido).
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Aguardava, assim, ansioso pela comunicação!
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Quando oiço, às 20h, Cavaco Silva dirigir-se aos Portugueses após todo aquele suspense para falar sobre o Estatuto Político-Administrativo da R. A. Açores, devo dizer que me senti desiludido. Muito se tem escrito e dito sobre o disparate e o "desrespeito" da Presidência pela opinião pública ao sobrevalorizar esta questão.
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Assim sendo, das duas uma: ou se temia que não fosse dada a importância devida à questão (que, não obstante, é relevante), optando-se assim por a sobrevalorizar, ou então está aqui uma jogada política que trará os seus frutos num futuro próximo...
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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Silly season

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Ao longo destes dias de férias (de estudo e, como se viu, de postagens no Bazar), foi possível ver que a chamada silly season já começou... Entrou de mansinho, mas é interessanter (ou não) ver que as notícias que dantes surgiam no telejornal mesmo no fim (ou às vezes nem surgiam), agora aparecem ao fim de uns 10 minutos de emissão!
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Enfim, nada que apenas procure evitar situações mais constrangedoras...
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domingo, 13 de julho de 2008

União com o outro lado do Mediterrâneo

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Em momentos de crise e não sabendo bem como lidar com os problemas (como se viu na cimeira de Hokkaido do G8), nada melhor do que inventar programas alternativos que permitam dar uma imagem de aparente resolução de problemas.
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Talvez em grande parte com este intuito, mas - estou convencido - também por me parecer ser um projecto sustentável, foi hoje oficializada a União para o Mediterrâneo, sob a chancela de Paris.


A azul os membros previsíveis para compôr a UPM; a cinzento escuro aqueles que se vieram a juntar.

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Esta organização - que surge como a concretização do Processo de Barcelona de 1995 - procurará focar a sua acção no desenvolvimento económico da região (UE e outros Estados da Europa não-UE e países do Norte de África e do Médio Oriente), nas questões energéticas, de segurança marítima, mobilidade, educação e investigação.
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A meu ver, tudo o que possa contribuir para a aproximação da Europa ao Magrebe e contribuir para o reforço no papel da UE no Médio Oriente será bem-vindo, sobretudo quando se pode potenciar as vantagens da comunhão do Mediterrâneo.
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De resto, fazendo jus à cidade em que se protagonizou o arranque desta ideia, veria com bons olhos que a sede da nova instituição estivesse em Barcelona, apoiando a candidatura já apresentada por Zapatero, a par das de Malta, Marrocos e Tunísia. Sarkozy vê, assim, cumprido um dos objectivos da sua presidência da UE e concretizada uma ideia por si já defendida há algum tempo.
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sábado, 12 de julho de 2008

Objectivo a falhar...

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"Desemprego aumenta para 7,5% em Maio"
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E aproveito ainda para sugerir uma vista de olhos por excertos de um discurso de José Sócrates em 2003, no 31 da Armada.
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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Perdão

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É, para mim, das mais bonitas orações de Madre Teresa de Calcutá sobretudo porque consegue ser particularmente personalizada...
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"Quero que saibas que cada vez que Me convidas, eu venho sempre, sem falta. Venho em silêncio e de forma invisível, mas com um poder e um amor que não acabam. Não há nada na tua vida que não tenha importância para Mim.
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Sei o que existe no teu coração, conheço a tua solidão e todas as tuas feridas, as tuas rejeições e humilhações. Eu suportei tudo isto por causa de ti, para que pudesses partilhar a Minha força e a Minha vitória. Conheço, sobretudo, a tua necessidade de amor.
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Nunca duvides da Minha misericórdia, do Meu desejo de te perdoar, do Meu desejo de te bendizer e viver a Minha vida em ti, e que te aceito sem Me importar com o que tenhas feito. Se te sentes com pouco valor aos olhos do mundo, não importa. Não há ninguém que Me interesse mais no mundo do que tu.
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Confia em Mim.
Pede-Me todos os dias que entre e que Me encarregue da tua vida e eu o farei. A única coisa que te peço é que confies plenamente em Mim. Eu farei o resto.
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Tudo o que procuraste fora de Mim só te deixou ainda mais vazio. Portanto, não te prendas às coisas passageiras. Mas, sobretudo, não te afastes de Mim quando caíres. Vem a Mim sem demora, porque quando Me dás os teus pecados, dás-Me a alegria de ser o teu Salvador. Não há nada que Eu não possa perdoar.
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Não importa o quanto tenhas andado sem rumo, não importa quantas vezes te esqueceste de Mim, não importa quantas cruzes levas na tua vida. Tu já experimentaste muitas coisas, no teu desejo de seres feliz. Por que é que não experimentas abrir-Me o teu coração, agora mesmo, mais do que antes?"
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Madre Teresa de Calcutá
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quarta-feira, 9 de julho de 2008

A falha de Obama

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Devo dizer, desde já, que simpatizo com o candidato democrata às presidenciais dos EUA. Mais do que aquilo que possa defender, Barack Obama vale - e muito - pela imagem que tem e que, sobretudo, passará a dar aos EUA. É símbolo de uma mudança nos EUA - não que essa mudança seja tão forte a ponto de ter um homem não-branco na presidência (o que traz previsíveis problemas à sua segurança), mas a verdade é que o mundo assiste a uma radical mudança do rosto principal da (ainda) maior potência do Mundo.
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No entanto, Obama na presidência preocupa-me um tanto no que diz respeito à política externa do seu país. Há algumas semanas disse que, uma vez eleito, gostaria de conversar com Ahmadinejhad, presidente do Irão. McCain perguntou, compreensivelmente, o que poderá ter um presidente dos EUA para conversar com um homem como Ahmadinejhad. A dúvida permanece...
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A questão agudiza-se quando se vê a tensão entre Israel e o Irão num período de "paz armada". Supondo que o conflito estala e, inevitavelmente, os EUA se colocam ao lado de Israel, o que fará Obama à sua política tão dialogante? Estará o líder do Irão disposto a receber um dos homens que, à data, poderá ter mandado bombardear o seu país para agora ouvir dizer mal do seu programa nuclear?
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Se McCain peca por ser, grosso modo, uma sequência de Bush, Obama, a ser eleito, parece-me que se tornará num flop! Julgo que as políticas que apregoa o farão entrar em contradições ou então abrir rupturas graves com o passado dos EUA, questionando uma série de alianças.
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Lufada de ar fresco é, mas parece-me crucial que o seu vice-presidente seja um verdadeiro estratega da política internacional para colmatar as falhas de Obama e para ajduar a corresponder às altas expectativas nele colocadas.
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domingo, 6 de julho de 2008

Ingrid

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Recomendo a leitura do artigo sobre a libertação de Ingrid Betancourt – o maior rosto dos cerca de 700 reféns das FARC – no primeiro caderno do Expresso desta semana.
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Recorde-se os constantes entraves às relações do Equador de Correa e da Venezuela de Chavez com a Colômbia de Uribe. Recorde-se a habilidade, o trabalho de bastidores e a eficácia da operação de resgate de Ingrid Betancourt, protagonizada pelo Governo de Bogotá, procurando a cooperação dos serviços secretos israelitas e norte-americanos, conseguido este feito notável, sem ter sido disparado um único tiro. Recorde-se todo o trabalho de bastidores, sem aparatos e mediatismos. Recorde-se ainda que Uribe não surgiu na televisão dando uma conferência de imprensa ao lado dos ex-reféns (como Chavez fez, como se de um acto de propaganda se tratasse). Recorde-se ainda que Chavez demorou 24 horas a felicitar Uribe.
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Recorde-se que o PCP não apoiou o voto de congratulação pela libertação de Ingrid Betancourt.
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sexta-feira, 4 de julho de 2008

What a difference a day makes...

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What a difference a day made, por Jamie Cullum.
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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Ferreira Leite e os "casamentos" homossexuais

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Não vi a entrevista que Manuela Ferreira Leite deu a Constança Cunha e Sá, na TVI. No entanto, a maioria das notícias que tenho visto e os excertos que tenho visto incidem muito sobre a posição da nova presidente do PSD sobre os "casamentos" homossexuais.
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Sobre este assunto, MFL disse que logicamente aquilo que estava em causa não era a relação entre um casal homossexual - o que diz exclusivamente respeito ao casal -, mas a atribuição do mesmo estatuto a um casal homossexual e a outro heterossexual.
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MFL afirma - e subscrevo inteiramente - que admite "que esteja a fazer uma discriminação porque é uma situação que não é igual." E acrescenta: "É uma realidade. Chame-lhe o que quiser, não chame é o mesmo nome. Uma coisa é casamento, outra coisa é qualquer outra coisa". Trata-se por igual o que é igual e por diferente o que é diferente.
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O casamento é uma instituição com séculos e que pressupõe pessoas de sexo diferente. Não tenho nada que ver com o facto de haver quem opte por querer viver com pessoas do mesmo sexo, mas isso não significa que a instituição do casamento seja mudada sem mais. Se as faz mais felizes, o Estado pode e deve, em meu entender, reconhecer o direito à união de facto de pessoas do mesmo sexo, ou até chamar-lhe um outro nome qualquer, mas que não casamento porque não o é. Se há política familiar a ser promovida pelo Estado é, por certo, no sentido dos casamentos heterrossexuais e no sentido da procriação.
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Li na última edição da revista Única, do Expresso, que havia na Alemanha lares exclusivos para casais homossexuais. Foi uma reportagem que me apanhou de certo modo de surpresa, naturalmente, já que não é propriamente um lugar-comum. No entanto, não sendo eu contra esse tipo de instituições, aquilo a que me oponho é à atribuição de subsídios ou ao seu financiamento por parte do Estado.
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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Prazo mais que expirado

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Não bastando comportamentos medíocres como os aqui já enunciados, o PCP vai receber uma delegação das FARC na Festa do Avante, esse antro de gente-que-nem-a-pseudo-intelectual-chega, e que se mistura com uma boa quantidade de pessoas que só lá vai mesmo pela música e pelo ambiente de festival!
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Nada que surpreeenda, na sequência da incoerência que aquele partido encerra em si mesmo - ditaduras não, excepto se de esquerda - e dos tão reles valores em que assenta ao patrocinar a visita de membros de uma organização terrorista.
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São exemplos disto mesmo a sempre incondicional defesa do regime de Cuba, da China, da Coreia do Norte, da constante negação da violação de Direitos Humanos nalguns países de matriz marxista, etc.
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O pior cego é aquele que não quer ver...
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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Um comentário pouco simpático...

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Nota: Dada a vergonhosa situação vivida no Zimbabué, o CDS apresentou um voto de protesto contra a mesma. Todos os partidos votaram favoravelmente, à excepção do PCP, que se absteve.
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quinta-feira, 26 de junho de 2008

Se Aguiar-Branco fosse presidente do PSD...

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Aquando da entrevista de Aguiar-Branco à Visão criticando firmemente LF Menezes e apresentando a sua disponibilidade para criar uma alternativa à então direcção, comentou-se na Câmara de Comuns, de uma forma absolutamente hilariante, a eventualidade de Aguiar-Branco chegar a presidente do PSD:
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Efeitos de Aguiar Branco como presidente do PSD:
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- Convida o Nuno Melo para sósia.
- CDS fica com 2% nas legislativas. Aguiar Branco rouba os 3% dos tios e tias do CDS e só restam os agricultores ribatejanos.
- A "Atlântico" substitui o "Povo Livre" como órgão de comunicação do PSD.
- Vital Moreira gaba-se de já ter colocado de rastos o lider da oposição num Prós e Contras.
- Aguiar Branco volta a gabar-se, num debate, de ter muitos filhos. Acrescenta que tem também uma Chrysler Voyager e um Breitling Navigator.
- Vai ao Chão da Lagoa utilizando só o nome de Aguiar, para dar aspecto de homem simples.
- A sede de S. Caetano é vendida e o líder do PSD monta o gabinete no quarto 33 do Hermitage da Av. da Liberdade.
- Ribau Esteves é eleito novamente Presidente da Câmara de Ilhavo.
- Aguiar Branco é visto às compras com João Almeida no El Corte Ingles.
- Pacheco Pereira volta à política activa. Esta ninguém lhe perdoa.
- Pires de Lima vai para o PSD, por achar Aguiar Branco sexy.
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quarta-feira, 25 de junho de 2008

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O dia mais belo? Hoje.
A coisa mais fácil? Equivocar-se.
O obstáculo maior? O medo.
O erro maior? Abandonar-se.
A raiz de todos os males? O egoísmo.
A distracção mais bela? O trabalho.
A pior derrota? O desalento.
Os melhores professores? As crianças.
A primeira necessidade? Comunicar-se.
O que faz mais feliz? Ser útil aos demais.
O mistério maior? A morte.
O pior defeito? O mau humor.
A coisa mais perigosa? A mentira.
O sentimento pior? O rancor.
O presente mais belo? O perdão.
O mais imprescindível? O lar.
A estrada mais rápida? O caminho certo.
A sensação mais grata? A paz interior.
O resguardo mais eficaz? O sorriso.
O melhor remédio? O optimismo.
A maior satisfação? O dever cumprido.
A força mais potente do mundo? A fé.
As pessoas mais necessárias? Os pais.
A coisa mais bela de todas? O amor.

Madre Teresa de Calcutá

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Rescaldo de Guimarães

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Na nova Comissão Política, Manuela Ferreira Leite inclui notáveis como Rui Rio (seu número 2), José Pedro Aguiar-Branco ou António Borges (que finalmente começa a ter um papel de maior destaque na política portuguesa), mas também personalidades de menor conhecimento público, mas nem por isso de menor reconhecimento nas suas áreas de trabalho: Paulo Mota Pinto, ex-juiz do Tribunal Constitucional, Sofia Galvão, advogada e ex-secretária de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e da Administração Pública, e Manuel Castro Almeida, ex-secretário de Estado da Educação e actual presidente da Câmara de São João da Madeira.
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Penso que foi conseguida uma boa junção entre a larga experiência política de alguns e um fortíssimo contacto com a sociedade civil de outros. A escolha de Marques Guedes para secretário-geral parece-me muito positiva. Este ex-vice-presidente da Câmara de Cascais e ex-líder parlamentar do PSD, pela sua discrição, capacidade de diálogo e experiência de trabalho com variadíssimas lideranças do PSD, apresenta-se como um importante elo entre esta direcção e as restantes correntes existentes no partido.
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Confirmando a tendência que foi vindo a ser crescente da indigitação de Paulo Rangel para a presidência do grupo parlamentar do PSD, parece-me que Sócrates estará de certo modo tranquilo, uma vez que se baterá quinzenalmente com um homem que foi durante meia dúzia de meses secretário de Estado e é deputado há três anos.
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No entanto, como aqui já expus, Paulo Rangel é, a meu ver, um excelente orador, nada demagógico, incisivo no discurso e mordaz no ataque. Como se quer, de resto, para a oposição. Como também escrevi, a minha preferência para aquele cargo ia para outro deputado, mas Paulo Rangel não é, sem a menor sombra de dúvida, um "mal menor". É, de resto, exemplo da renovação geracional que se vai verificando na nova equipa directiva do PSD.
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Parece-me que o PSD sai do congresso de Guimarães muitíssimo mais forte e com uma nova cara: com a imagem de um PSD verdadeiro, mais voltado para a sociedade civil, para a classe média, como um partido sério e credível, assumindo-se - agora sim - como uma verdadeira alternativa de Governo.
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sábado, 21 de junho de 2008

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Os exames e as florzinhas de estufa

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Começou ontem a primeira fase dos exames nacionais. Como todos os anos, muito se escreveu e opinou sobre a pertinência de se fazer exames nacionais.

Um dos argumentos muito utilizados por quem discorda da existência dos exames é o desrespeito pelo trabalho desenvolvido pelo alunos ao longo de um ano lectivo inteiro (ou do ensino secundário), uma vez que é injusto destinar 30% da nota de candidatura de uma pessoa a umas duas horas (e meia, agora).

Permito-me transpôr o célebre pensamento de Sir Winston Churchill que definia o regime democrático não como perfeito mas como o melhor entre os existentes: entre as várias opções para uma pessoa se candidatar ao ensino superior, parece-me que a vigente não é perfeita mas é a melhor. Não é perfeita exclusivamente porque uma pessoa pode ter um "azar" e baixar drasticamente a sua média.

Mas é um sistema que permite, ao contrário daquilo que é muito defendido, ajustar algumas desigualdades em termos de exigência de ensino nas várias escolas. Vejamos: e se não houvesse exames?

Não havendo exames, qual seria o mote primordial das escolas? A exigência (que pode conduzir a muito bons resultados nos exames) ou a falta dela (por forma a dar notas o mais altas possível para que os seus alunos tivessem maiores probabilidades de entrar no ensino superior)? Sem exames, muitos dos colégios tornar-se-iam naquilo que é a maioria das universidades privadas: reduzida exigência e "notas fáceis" por forma a lançar para o mercado de trabalho - no caso das universidades - ou para o ensino superior - no caso dos colégio - pessoas com médias o mais altas possível.

Se existe um concurso nacional de acesso ao ensino superior, então deverá haver uma prova universal e homogénea para todos os candidatos a fim de garantir alguma igualdade (apesar de corresponder a apenas 30%) nas candidaturas.

Outro argumento utilizado por quem se opõe aos exames é o do stress e da pressão causados nos alunos. Pois devo então dizer que mesmo que não houvesse o factor de ajustamento das desigualdades da exigência de ensino nas várias escolas, já valeria a pena haver exames só por causa do dito stress e da tal pressão!

Sim! Seria absolutamente inaceitável uma pessoa estar a entrar numa faculdade e nunca ter feito um exame, e a três anos (na maioria dos casos) de entrar no mercado de trabalho e nunca ter sentido a menor sensação de stress, de exigência, de concorrência, de dar o máximo! Irritam-me esta sociedade e esta mentalidade de criar florzinhas de estufa, criancinhas que vivem numa redoma de vidro e que não podem ser apoquentadas com demasiado trabalho, com demasiada matéria para estudar; caso contrário lá virão os do costume alertar para os perigos do stress, dos nervos, das depressões, das poucas horas de sono, da instabilidade emocional, e tudo aquilo que esses senhores resolvem inventar... e que naturalmente recolhe apoios!

Sou, por isso, 100% favorável à existência de exames para a conclusão de cada ciclo de ensino - básico ou secundário -, isto é, nos 4º, 6º, 9º e 12º anos. Naturalmente que com graus diferentes de exigência, mas fortemente convicto de que a experiência na realização de exames o mais cedo possível criaria maior exigência e uma maior filtragem dos alunos realmente merecedores de aprovação para o ciclo seguinte seria feita.
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terça-feira, 17 de junho de 2008

domingo, 15 de junho de 2008

Quererão os europeus a Europa?

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Na sequência do chumbo do Tratado de Lisboa por parte da Irlanda, penso que os que defendem que a UE se mantém no impasse em que já se encontrava se enganam. Na verdade, penso que só veio denegrir ainda mais a situação. Pior do que um Governo cair por lhe ser apresentada uma moção de censura é este propôr uma moção de confiança e esta ser rejeitada. Parece-me que foi o que aconteceu...
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Ouvir a hipótese de a Irlanda vir a sair da UE é sinal de uma fragilidade imensa por parte da UE, uma vez que só mostra que a UE evolui "à força", excluindo os que estão contra certos aspectos e mantendo aqueles que se pronunciaram (por via parlamentar) favoravelmente pela Constituição Europeia disfarçada.
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Note-se que já a Constituição Europeia foi chumbada há uns anos (não tendo sido veiculada a hipótese de excluir a França e a Holanda da UE, como é óbvio) e agora é a vez do Tratado de Lisboa. Será que estão os europeus interessados na Europa? Será que a sentem como sua? Será que alguma vez perceberam a sua importância no quadro mundial?
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Se já dúvidas tinha sobre se ia chegar a ver a União avançar para uma federação (com uma série de especificidades) - como entendo que é a forma que faz sentido e que defendo a longo prazo -, de uma forma natural e não forçada, então agora parece-me que essa nem é uma questão para pôr em cima da mesa nos próximos tempos.
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Subscrevo grandemente a proposta do ex-primeiro-ministro belga Guy Verhofstadt no seu livro Estados Unidos da Europa, mas será que faz sentido querer avançar com um projecto europeu tão ambicioso quando aparentemente os seus cidadãos não o querem/não o entendem? Para quê assentar um projecto deste calibre em estacas tão pouco firmes?
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Aguardemos pelo Conselho de Assuntos Gerais de amanhã pelo Conselho Europeu do final da próxima semana para melhor avaliar a posição dos líderes europeus sobre o nosso futuro próximo...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

O povo e o futebol

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Confesso que não tenho grande paciência para estar 90 minutos a assistir a um jogo de futebol. Quanto muito assistirei à final do Euro caso Portugal lá chegue ou eventualmente a um jogo mais "empolgante" que Portugal trave até lá, mas, de resto, tenho apenas vindo a acompanhar os resultados da nossa selecção por aquilo que vou lendo.

Contudo, se um ponto forte de Portugal é o futebol, acho óptimo que se procure valorizar nessa área e tornar o futebol como uma "marca" do nosso País, a vários níveis. Por que não os jogadores serem como que "embaixadores" de Portugal?

Muito diferente já é a incrível obsessão que os Portugueses têm pela selecção nacional. É ridículo a RTP, a SIC e a TVI terem transmitido em directo todo o percurso que o autocarro da selecção fez até chegar ao aeroporto de Lisboa, para ir para a Suíça. É, aliás, uma injustiça para com os outros não menos vitoriosos desportistas Portugueses que muito nos têm orgulhado em diversas áreas.

Fico impávido a olhar para a televisão a ver a quantidade de pessoas a festejar, na rua, efusivamente a vitória de Portugal num jogo do Euro. Custa-me ver que as pessoas pensam que o futebol é quase o único orgulho que podemos ter por sermos Portugueses. Parece que o futebol não é mais do que uma religião politeísta, onde há um verdadeiro endeusamento dos jogadores...

Muito se escandaliza o povo com o facto de um alto quadro de uma empresa receber alguns milhares de euros mensais, mas já não se escandaliza com aquilo que um jogador ganha!
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Decerto que muito deve agradecer o eng. Sócrates que o povo se vá entretendo (o já velho "pão e circo") com o futebol, os tremoços e as cervejas e lhe vá passando um bocado ao lado todo o problema dos combustíveis e a crise internacional.
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Veremos se os Portugueses vão passar a agitar as bandeiras a partir das janelas dos autocarros em vez do seu próprio carro...
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terça-feira, 10 de junho de 2008

domingo, 8 de junho de 2008

Dança Comigo ou Operação Triunfo?

Agora que o fim desta edição do Dança Comigo se aproxima, fica a dúvida sobre qual será o programa de entretenimento da RTP1 a partir de Setembro.

Por mim, apostaria numa quarta edição da Operação Triunfo: desde logo, porque aprecio música manifestamente mais do que dança; depois, porque, de certo modo em consequência disso, se torna muito interessante ver as versões que os participantes da OT fazem das músicas que interpretam; e depois porque há toda uma sequência, uma evolução, com os participantes, o que não se verifica com o Dança Comigo.

Isto para além de a OT ser uma excelente rampa de lançamento para jovens prodígios que tenham alguma dificuldade em ganhar alguma notoriedade, dificuldade essa que não advém da falta de dotes.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Por outras palavras

Por outras palavras - Mafalda Veiga


Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
mais uma madrugada

Ninguém disse que o riso nos pertence
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
mais uma gargalhada

E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo
e morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim

Mafalda Veiga

terça-feira, 3 de junho de 2008

A liderança parlamentar

Em meu entender, o debate político deve ter lugar o mais possível na Assembleia da República. Se assim for, são os representantes do Povo Português que estão a desempenhar as suas funções e no local que é a Casa Mãe da Democracia.
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Felizmente, com os debates mensais instituídos pelo PM Durão Barroso (sendo Presidente da AR Mota Amaral) e, agora, mais recentemente, com os debates quinzenais, a discussão política vai estando cada vez mais focada na AR.
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Assim, é cada vez mais necessário para os Portugueses e proveitoso para os líderes partidários que estes sejam deputados. Marcelo Rebelo de Sousa não o era no tempo em que foi presidente do PSD e Luís Filipe Menezes também não. O primeiro foi conseguindo contornar esse problema com um excelente líder parlamentar, Luís Marques Mendes. O segundo, também fruto do medíocre grupo parlamentar de que dispunha, entregou a representação da bancada parlamentar ao homem que foi derrotado nas últimas legislativas.
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Não me parece, contudo, que para Manuela Ferreira Leite isto vá constituir problema de maior. Digo isto por dois motivos essenciais. Em primeiro lugar, não a tomo como particularmente triunfante em debates. É uma pessoa mais para agir, para actuar, para fazer ou para pensar à volta de uma mesa (ao estilo de Cavaco), do que propriamente para andar a discutir num plenário, local público, e, de certo modo, um antro de demagogia. Sócrates, hábil nesta "arte", arrumá-la-ia a um canto.
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O segundo motivo diz respeito àquela que me parece ser a melhor opção para líder parlamentar e a que MFL, penso, seguirá: José Pedro Aguiar-Branco. Desde logo, foi um dos responsáveis pela queda de Luís Filipe Menezes e foi, desde o início, um incontornável apoiante de MFL. Depois, foi ministro de Santana Lopes e foi seu cabeça-de-lista pelo Porto em 2005, pelo que permitirá fazer uma ponte importante com outra ala do PSD. É aguerrido, destemido (deu aquela forte entrevista à Visão no dia da demissão de Menezes), brilhante orador, tem crédito e provas dadas. Apesar do curto tempo que passou pelo Governo, conseguiu recolher algumas opiniões que lhe foram favoráveis, é uma pessoa com ideias para o País e com uma susbtancial participação cívica.
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Fala-se ainda em Marques Guedes - que já desempenhou estas funções no tempo de Marques Mendes -, mas julgo ser demasiado apagado, pouco aguerrido, jogando mais à defesa e não tanto ao ataque. Seria, a meu ver, uma péssima escolha para debater quinzenalmente com Sócrates.
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Melhor que Marques Guedes (mas pior que Aguiar-Branco) seria Paulo Rangel, de quem já falei aqui, defendendo os seus dotes como orador. No entanto, tem contra Aguiar-Branco o facto de ser menos conhecido, o que me parece particularmente penoso nestas circunstâncias uma vez que o rosto do PSD no Parlamento deve ser alguém que não seja um estranho aos Portugueses e para quem olhem sabendo que já teve um papel de relevo na política. Ainda que Rangel tenha sido secretário de Estado da Justiça, Aguiar-Branco foi ministro, o que, naturalmente, lhe dá maior credibilidade.
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Parece-me que Aguiar-Branco é uma opção excelente. Talvez das melhores que poderia haver, fosse qual fosse o grupo parlamentar. Conto que a sua ocupação profissional não o impeça de exercer estas funções que se revelarão essenciais para desenhar o resultado de 2009.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

As incorrecções dos provérbios

Recebi um email que dá conta da incorrecção de alguns provérbios, incorrecção essa que já está muito sedimentada na nossa Língua...

Em vez de: "Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro"
O correcto é: "Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro"!

Em vez de: "Quem tem boca vai a Roma."
O correcto é: "Quem tem boca vaia Roma." (mudando completamente o sentido)

Em vez de: "Quem não tem cão, caça com gato."
O correcto é: "Quem não tem cão, caça como gato..." (ou seja, sozinho!)

Em vez de ser ranhosa, a pobre da ovelha é ronhosa (de ronha).

sexta-feira, 30 de maio de 2008

"I got a crush on Obama"

Uma campanha à americana...

Voz de Leah Kauffman, criado por Ben Relles e representado pela modelo Amber Lee Ettinger. Uma bela peça!



Barack Obama:
I want to thank all of you for your time, your suggestions, your encouragement, and your prayers.
And I look forward to continuing our conversation in the weeks and months to come.

Obama Girl:
Hey B, it’s me. If you’re there, pick up.
I was just watching you on C-SPAN.
Anyway, call me back.

You seem to float onto the floor
Democratic Convention 2004
I never wanted anybody more
Than I want you
So I put down my Kerry sign
Knew I had to make you mine
So black and sexy you’re so fine
‘Cause I’ve got a crush on Obama

I cannot wait, 'til 2008
Baby you’re the best candidate
I like it when you get hard
On Hillary in debate
Why don't you pick up your phone?
'Cause I've got a crush on Obama
I cannot wait, 'til 2008
Baby you’re the best candidate
Of the new oval office
You’ll get your head of state
I can’t leave you alone
‘Cause I’ve got a crush on Obama

You’re into border security
Let’s break this border between you and me
Universal healthcare reform
It makes me warm
You tell the truth unlike the right
You can love but you can fight
You can Barack me tonight
I’ve got a crush on Obama

I cannot wait, 'til 2008
Baby you’re the best candidate
I like it when you get hard
On Hillary in debate
Why don't you pick up your phone?
'Cause I've got a crush on Obama
I cannot wait, 'til 2008
Baby you’re the best candidate
Of the new oval office
You’ll get your head of state
I can’t leave you alone
‘Cause I’ve got a crush on Obama

B to the A to the R-A-C-K-O-B-A-M-A
‘Cause I’ve got a crush on Obama

O Acordo Ortográfico no The Times


O Quarta República mostrou uma notícia publicada no jornal The Times, no dia 21, que passa uma péssima imagem do nosso País. Imagem essa que não é mais do que a descrição daquilo em que se traduz o célebre Acordo Ortográfico.

O jornal explica que "the Portuguese parliament voted last week to change its national language to reflect the more popular Brazilian Portuguese" e, citando Eric Hewett, linguista, afirma que "it is really remarkable that a European colonial power changes its spelling to match that of a colony".

"Not exactly the otimo scenario"...