quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mas será que quatro anos depois alguém...

3 comentários:

Nônô disse...

Estranha e infelizmente, neste mundo de incrédulos, ainda tantos acreditam no nosso Primeiro Ministro.

Miguel M. disse...

António, és capaz de ir seguindo a discussão entre o Nuno Gouveia e o Bruno Vieira do Amaral no 31 da Armada.

A propósito, comentei isto:

"De facto, este cartaz pede isso - alguém que dê sugestões.
(No comentário a esse post, uma leitora sugere - e bem, parece-me - que estivesse o mesmo cartaz sem nariz e sem o nome adulterado. O "ainda acredita" sobressaia e resultava).

E, assuma-se, Sócrates tem mentiras bem menos ilidíveis que esta (como se vê pelos comentários anteriores, os empregos até se podem tentar justificar). Lembre-se:
- "não vou baixar portagens" (tb era um "objectivo"?)
- "a melhor avaliação da OCDE que já vi" (viu alguma?)
- "não vou subir os impostos"
- descordando-se ou não - defender o casamento homossexual e impôr disciplina de voto contrária,
- "não me lembro desse encontro" sobre as últimas reuniões enquanto ministro sobre um tema daquela importância (ainda acredita?)
- "vamos entregar estes magalhães" (e pedi-los de volta aos miúdos depois da fotografia)
- "aeroporto vai ser na Ota" (alguém acredita?)
- "o melhor computador iberoamericano" (bastaria outro remate: Worten sempre!)
(e é continuar...)

Manuela Ferreira Leite devia aproveitar esta janela (e tem desaproveitado todas). Demarcar-se do cartaz sem se demarcar da ideia. Aproveitar para dizer que é manipular uma imagem e insultar um homem num momento em que está fragilizado e "bater no ceguinho" (vitimizá-lo já). Mas, subtilmente, responder à pergunta. Eu, não acredito, e acho que é insultar os portugueses pensar que podem acreditar."

A JSD podia (devia!) ter tão mais graça...
(que desperdício de tinta...)

Abraço, m
(parabéns pelo blog)

ASL disse...

De facto, Miguel M., "A JSD podia (devia!) ter tão mais graça...". Aliás, as campanhas da JSD costumam primar pela originalidade, e esta foge claramente a essa lógica. Mais: a imagem deste cartaz quase roça o populismo, pelo que a ideia certa acaba por ficar enquadrada numa má publicidade. Mas sublinho: a ideia está certa e os portugueses têm de se consciencializar disso.

E para além das mentiras, destaco ainda todos os episódios ao longo destes quatro anos, nomeadamente os que referi no post de 27 Jan.